ENTREVISTA E MINI WORKSHOP COM OTAVIO CASTRO

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1)Otavio, quando você resolveu que queria tocar gaita? Você se recorda de algo que pode ter te influenciado?

Não me lembro muito bem dessa data com precisão, isto porque comecei a tocar de brincadeira por influência de um amigo de infância, Thiago Ferté (hoje um saxofonista de primeira linha), que resolveu aprender gaita.

Naquela época eu tocava baixo elétrico numa banda de punk rock e achei muito curioso o fato de um amigo tocar gaita, pois eu não dava nada por uma dessas. Confesso inclusive que achei engraçado no começo aquele instrumento que parecia um brinquedo, mas também percebi que Thiago tirava um som muito expressivo. Foi então que ele colocou um som do J.J.Milteau para eu ouvir e me disse que sabia onde tinha gaita que custava 10 reais, e foi com essa que comecei a tocar.

2)Apesar de falarmos bastante do assunto, muitos leitores ainda o desconhecem, o que seria o cromatismo da gaita diatônica, técnica que o têm consagrado nos mais diversos cantos do país?

O “cromatismo na harmônica diatônica” foi um termo que cunhei em português para a aplicação da extensão completa de 12 notas da escala cromática na harmônica diatônica (por isso é "cromatismo na harmônica diatônica”).
Por outro lado, não posso deixar de citar Howard Levy, gaitista americano (formado como pianista) que primeiro sistematizou a técnica dos overblows e overdraws (que prefiro chamar respectivamente de sobressopro e sobreaspiração). A diferença foi quanto às opções de tonalidades de gaita, pois no meu caso utilizo apenas uma afinação de gaita. A questão então reside no estudo da música, no sentido de possibilitar várias tonalidades num instrumento apenas.
Sendo assim, cromatizar não é apenas usar overs, mas sim, utilizar a escala cromática como recurso musical. Nesse sentido, buscamos a naturalidade dessa forma de expressão num instrumento que possui um nome já ultrapassado, qual seja harmônica diatônica. Isso porque a cromatização é um recurso físico do instrumento, e olha que isso vem do pensamento científico, não sendo mera especulação.

3)Porque você faz questão de deixar claro que somente utiliza gaitas diatônicas afinadas em C(dó), sempre que anuncia alguma apresentação?

Além dos motivos que expus acima, não vejo mal algum em esclarecer esse detalhe, até porque não posso presumir que o público saiba o instrumento que toco. Eu realmente só carrego comigo harmônicas diatônicas em C.

4)Você teve dois professores, Rodrigo Eberienos e Maurício Einhorn, o que você acha que foi absorvido deles no som que você toca hoje?

De fato, tenho um profundo respeito por ambos, pois realmente foram pessoas que se mostraram dispostas a me fazer evoluir. Pelo Rodrigo posso afirmar uma influência naquilo que considero o “espírito crítico no universo da harmônica diatônica”.Isso porque ele sempre me incentivou a ser detalhista e dedicado à técnica correta de tirar um som forte do nosso pequeno instrumento.

Pelo Maurício posso dizer que hoje o tenho como um verdadeiro segundo pai. Enfim, ele me ensinou talvez a grande lição sobre improvisação que carrego comigo até hoje: “ouvir para tocar”. Em outras palavras, a importância da percepção harmônica e o sentido melódico da criação musical.

5)Porque você aceitou se tornar um endorser da Hering em detrimento ao antigo cargo de endorser Hohner que é a maior fábrica de gaitas do mundo? Você se arrepende dessa mudança?

Para responder a isso preciso antes dizer da minha grande alegria em ter sido endorser da Hohner, pois realmente foi rompida uma barreira quanto aos brasileiros nesse sentido, pois fui o primeiro nesse sentido.

De fato, devo agradecer não só pelos créditos que permaneceram no site deles por muito tempo, mas também pelo incentivo que recebi ganhando gaitas de primeira linha à época. Hoje é bem diferente, a Hering me apresentou um projeto efetivo, realizando um desejo especial de produzir uma harmônica diatônica em C com as regulagens pré-ajustadas por especialistas, daí a importância do Grupo de Lutheria F.C.

Não me arrependo porque estou trabalhando direto com profissionais que além de brasileiros são também grandes amigos.

6)Você já participou de inúmeros discos, mas seus fãs estão apreensivos para que você grave um disco todo seu. Você tem esse sonho? Você poderia adiantar se já tiver algo acertado? E se um dia for gravar um disco, qual seria o estilo musical do disco de estréia?

Sim, claro. Eu componho com certa regularidade e tenho muita vontade de expor esse universo criativo. Os arranjos estão quase prontos, estamos em fase de ensaios e quero gravar assim que der (a Hering já se dispôs a colaborar) , pois tenho que estar certo de que terei tempo suficiente para produzir algo realmente bacana, pois o disco não vale só pelas minhas criações, mas também por anunciar esse passo na técnica da cromatização do instrumento.

7)Apesar de ser um instrumentista altamente técnico e rápido você costuma transmitir muito sentimento, o chamado feeling, nos teus solos. Quando conversamos sobre música é fácil notar a paixão e o entusiasmo que você tem pela música e pela gaita. Você tem uma preocupação em não deixar que a técnica oculte o feeling ou isso é algo natural que decorre dessa sua paixão?

Eu adoro tocar gaita e apreendi a gostar mais ainda com o passar do tempo. Adoro os vários caminhos melódicos que ela tem. Na minha visão, a técnica cumpriu um papel de “conhecimento instrumental necessário”, pois gosto de tocar coisas diferentes sem rotular o fenômeno musical.

Nesse sentido, a técnica facilita que os alcances melódicos sejam tocados com naturalidade. Não tenho preocupação em separar o que é técnica do que é feeling, pois o tal feeling é natural do ser humano. Sentir e se emocionar, enfim, como diria Arthur Maia: “se é bom ouvir, imagine tocar”. Eu acho que é isso que nos conecta a esse caminho de estudo, dedicação, disciplina e criatividade.

8)Você já chegou a estudar gaita cromática? Porque você prefere cromatizar a gaita diatônica ao invés de simplesmente utilizar a gaita cromática?

Sim, estudei harmônica cromática com Maurício Einhorn, e tudo começou por eu não acreditar na harmônica diatônica como instrumento completo de notas. Mas acabei utilizando todos os exercícios para desenvolver a musicalidade na diatônica.
Eu uso a diatônica porque gosto da expressividade dela, sinto que ela passa uma garra e uma vontade que parecem estar em iminência dela desde muitos anos e sinto que ela vem para ficar na música instrumental brasileira.

9)Pergunta do Alex(Vék) adaptada: Como você vê o atual cenário gaitístico brasileiro? Você acha que o lance do cromatismo é o único caminho para quem está iniciando seus estudos na gaita ou é mais uma opção a ser seguida?

Eu vejo um cenário altamente promissor, conheço muitos gaitistas empenhados em fazer grandes sons, independente de utilizar essa ou aquela técnica. Ademais, as harmônicas possuem uma gigantesca família (cromáticas, diatônicas, vinhetas, carambolas, baixo, etc...), e eu utilizo apenas um tipo numa tonalidade (uso também a harmônica baixo...), ou seja, existem vários outros caminhos.

10)Qual é a sua opinião sincera a respeito da nova gaita Golden Blow? É verdade que sua decisão de endossar a marca Hering foi influenciada por esta gaita?

A Hering Golden Blow é um marco na história das harmônicas e também na história da música mundial, pois é um instrumento que está disponível no mercado sendo concebido para ser utilizado como único nas mãos de um gaitista. Obviamente, por ser a pioneira, já queremos superá-la. A minha ida para a Hering teve realmente esse pré-requisito, qual seja, desenvolver super gaitas diatônicas. A pesquisa de materiais e a união de profissionais competentes me fazem acreditar nesse caminho.

11)Qual é a importância de estudiosos e pesquisadores da mecânica da harmônica como o time de primeira linha que está trabalhando com você na Hering, formado pelos luthiers Fabrício Casarejos, Rafael Domingos e Ricardo Rosa?

Esses caras são realmente especiais, cada um tem uma história singular com a harmônica e com a música: Fabrício é o físico pós-graduado, além de filósofo-luthier, já Rafael é possuidor de uma habilidade extraordinária no manuseio de harmônicas além de ser formado pela Universidade de Música Popular Brasileira (BITUCA) e o Ricardo carrega uma bagagem histórica com a Orquestra de Harmônicas de Curitiba que dispensa comentários.

12)Pergunta do Adilson: O que você sente quando uma música causa impacto na platéia?

Quando o impacto é positivo eu fico duplamente feliz, por conseguir executar e agradar. Já quando o impacto é negativo eu inicio logo um improviso cheio de gana para superar o momento (rs...).

13)Pergunta do Rodrigo S.: Quando você começou a tocar já queria tocar esse estilo(jazz/bossa/chorinho) e fazer a cromatização da diatônica, ou você despertou o interesse pra tocar gaita por causa do Blues? E daí o que te fez ir pra esse lado jazz/bossa/chorinho?

O blues sempre esteve presente na minha musicalidade. Iniciei tocando numa banda de blues, mas iniciei no instrumental logo em seguida, pois eu costumava chegar antes da hora do ensaio e ficava ouvindo vinis do grupo Cama de Gato, Jaco Pastorius, Charlie Mingus, dentre outros.Até que surgiu a idéia de tocarmos “All Blues”, de Miles Davis, e eu sempre me dava mal num determinado acorde da música, qual seja, Eb7.

Daí o meu estudo começou a caminhar para os lados da harmonia e fiquei então sabendo que o blues não era aquele tal “1-4- 5” , mas que eram três modos iguais nos intervalos de formação dos arpejos, apenas mudando a tonalidade. E isso foi me dando uma visão mais objetiva das possibilidades harmônicas do blues. Toquei-me então de que a sorte no improviso era algo especial e que eu não deveria depender dela o tempo todo para ajustar as frases que eu decorava. Sempre busquei improvisar de fato e hoje tenho uma certa repulsa aos chamados “licks” e “patterns”.

14)Pergunta do Rodrigo Brasileiro: Gostaria de saber se na época que o grande Otavio despertou o interesse em renovar a gaita com a cromatização, se enfrentou algum tipo de preconceito, pois na época, a gaita diatônica era dominada pelo Blues. Chegou a ouvir alguém falando para você desistir?

Com toda certeza Rodrigo, preconceito sempre houve, mas aprendi a contornar utilizando uma filosofia que aprendi com um grande amigo que diz que temos que tornar momentos negativos em positivos.
Daí eu sempre curti aquela galera que fica fazendo cara feia antes de eu tocar, pois depois do som musical isso tudo se resolve e aquela implicação só contribuiu para a surpresa de quem ouve e saca que se trata de algo feito com amor, sinceridade e fidelidade com o instrumento.

15)Qual é a principal mensagem que você tenta deixar quando dá seus Workshops?

Tento sempre mostrar que tocar gaita é um jeito muito bacana de ser feliz.

16)Para que os menos familiarizados não fiquem perdidos, você poderia explicar resumidamente em que se caracteriza a cromatização da gaita diatônica e o que são os overbends?

Bom, resumidamente é o seguinte: a cromatização é a utilização da extensão completa do instrumento. Cromatizar significa utilizar as 12 notas da escala cromática. Existe toda uma abordagem teórica, mas resumidamente é isso. Já os tais overs são duas técnicas que utilizamos para dar as notas que não podem ser feitas por bend nem pelas naturais. O overblow funciona do orifício 1 ao 6 e o overdraw funciona do 7 ao 10. No meu site tem um texto específico sobre esse assunto, confira www.otaviocastro.com .

17)Pergunta do Fabrício Casarejos: Sendo a gaita diatônica, tal qual a conhecemos hoje, um instrumento com idade da ordem de 150 anos, porque será que somente nos últimos 20-30 anos a sua cromatização foi de fato utilizada?

O que existe na verdade é uma história longa e brilhante de vinculação da harmônica diatônica ao blues e, por ser um instrumento diatônico (ou seja, concebido no início para tocar músicas tonais, tipicamente da alemanha) o modo mixiolídio (V7) se ajusta com a concepção harmônica do blues. Essa história de cromatização começou com Howard Levy e, como jazzista, resolveu pela primeira vez inserir a diatônica nos sons mais diferentes possíveis.

18)Pergunta do Fabrício Casarejos: Sendo a gaita diatônica um instrumento intrinsecamente cromatizável, porque tanta resistência dos instrumentistas em simplesmente utiliza-la deste modo?  

Sobre isso o que existe são especulações, pois a resistência pode ter diversos motivos. Eu prefiro respeitar o trabalho musical de todos e colaborar sempre no que for possível, se é que posso contribuir. A ortodoxia não tem a cara do Brasil e prefiro acreditar que vivemos transformações importantes que independem de ser fulano ou ciclano que fazem.

19)Pergunta do Rodrigo Morenno: Otavio, qual deve ser o primeiro passo para o gaitista que tem o desejo cromatizar a gaita diatônica com a técnica dos overbends? Como fazer para afinar isso?

O primeiro passo mesmo é acertar os buracos com precisão, sem vazamentos na embocadura e sem vazamentos no instrumento. Já para afinar as 19 notas que são oriundas das técnicas da cromatização (bend aspirado, bend soprado, overblow e overdraw) eu sempre aconselho usar um afinador eletrônico como referência.

20)Pergunta do Marcel Arantes(Sadblues) adaptada: Primeiramente parabéns pelo seu trabalho, que comecei a acompanhar a pouco tempo, mas que tenho gostado muito, gostaria de saber como devem ser os movimentos e a mecânica da boca para se fazer os overs? Quais são os buracos mais fáceis para se fazer overs e quais são os de maior dificuldade?

Muito obrigado Marcel. Bom, eu já venho fazendo essas técnicas com certa naturalidade e sempre acreditei nos músculos da face para atingir o nível esperado, ou seja, daí também posso fazer uma crítica aos materiais didáticos para harmônica diatônica, que em geral são reduções das possibilidades do instrumento, incentivando um costume de fraseados que enrijecem a cabeça do gaitista.

Em outras palavras, a musculatura exigida por esses métodos vai acostumando o gaitista a fazer um esforço mínimo das possibilidades do instrumento, exemplo disso é o vício nos bends aspirados e nas técnicas de “2ª posição”. Acredito que os buracos mais fáceis tecnicamente são 4, 6 e 9 e os mais difíceis são 1, 5, 7.

21)O que você acha melhor: tentar aprender os overbends em gaitas customizadas ou em gaitas originais e posteriormente customizar as gaitas já sabendo fazer os overbends?

Acredito que para dirigir uma limusine precisa-se antes apreender a dirigir um fusca. Por outro lado, quanto antes começar a dirigir a limusine, mais rápido você vai se ajustar aos seus comandos.

22)Pergunta do Bruno: Pra se aprender overbend, tem que estar com o bend saindo perfeito e afinado? Ou um não depende do outro?

Não existe uma dependência, mas sabendo fazer os bends já ajuda o outro. Há uma similaridade nos princípios físicos, mas para o músico são coisas distintas enquanto técnicas de produção de som.

23)Pergunta do Fabrício Casarejos: Qual é a sua visão sobre o processo de transformação tanto do instrumento gaita diatônica em si (fisicamente) quanto na concepção dos instrumentistas de nossa época?

Acredito que hoje as possibilidades de fabricação aumentaram justamente pela curiosidade científica que os fenômenos da harmônica diatônica despertam em estudiosos para além da música. A tecnologia aliada ao conhecimento e ao capital são ferramentas que nos fazem ter boas perspectivas quanto à fabricação de harmônicas. A respeito das concepções atuais, temos exemplos ótimos, principalmente na harmônica cromática (onde a relação harmonia-melodia já está mais consolidada), onde destaco o trabalho dos meus irmãos de som Gabriel Grossi e Pablo Fagundes (que também foram alunos de Maurício Einhorn) e o trabalho do gaitista francês Yvonnick. Na diatônica brasileira destaco a chegada de Júlio Vasconcellos e Rafael Domingos como promessas de novos sons.

24)Pergunta do César: Poxa, que bacana essa idéia de mini-workshop! Vou aproveitar para colocar minha dúvida. Talvez eu seja um músico um pouco limitado, mas toda música legal que eu penso em tocar na gaita precisa de um overblow. Nas casas 7,9 e 10 até que vai. Já na 4,5 e 6 é mais fácil a gaita fazer um overblow em mim do que eu nela, hehe. Otavio, alguma dica sobre isso?

César, procure sempre mexer nas duas palhetas para ajustar o orifício. Muita gente acha que deve ajustar apenas uma, mas não, pois a interação delas é que provoca o fenômeno do over. Em outras palavras, sendo mais objetivo, quando você abaixa a palheta soprada do 4 o que está acontecendo é uma facilitação para haver um vácuo (que trava a palheta), mas o 4 aspirado também precisa ser ajustado, pois é dele que sairá a nota, ou seja, a resposta rápida do Eb. Ou seja, aconselho você a fazer uma regulagem em ambas.

Muito obrigado pela entrevista Otavio, foi uma grande honra. Acho que o que mais impressiona em você é essa paixão pelo instrumento que passa ao vivo, é algo fora do comum e deve ser o motivo de tanta persistência em se tornar esse exímio instrumentista que você é hoje. Além disso, também foi uma honra aprender um pouco de cromatismo e saber suas opiniões nesse momento em que a gaita vem ganhando destaque no Brasil.

Desejo sucesso e saúde em nome de todos os visitantes do Gaitablog e Gaitanet. Aproveito também para parabenizá-lo pelo reconhecimento tanto na Hohner quanto na Hering e dizer que estamos todos na torcida para que seu disco seja produzido o quanto antes com a certeza da qualidade incontestável do seu trabalho. Caso queira deixar uma última mensagem, o espaço está aberto.

Eu gostaria de agradecer profundamente por todos os incentivos que venho recebendo da comunidade gaitística nesses últimos tempos, até porque percebo que não só eu estou feliz com o desenvolvimento dessas técnicas musicais, mas que também outras pessoas começam a manifestar também sua liberdade criativa. Por fim, agradeço ao Sergio Elias e a todos que participaram comigo dessa entrevista.
Tudo de bom sempre!!!
Otavio Castro

Obrigado a todos que leram essa entrevista.

Veja também a entrevista feita com Vasco Faé Clicando Aqui

Veja também a entrevista com Alberto Bertolazzi, pres. da Hering Harmônicas Clicando Aqui

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Veja também nosso Bate-papo com Róbson Fernandes Clicando Aqui

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