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Seja bem vindo ao Gaitablog! Aqui você ficará por dentro de todas as novidades do mundo da gaita, além de encontrar matérias, entrevistas, vídeos, aulas, lançamentos e tablaturas. Aproveite e deixe seu comentário!

Matérias


 
 

Escola virtual de gaita é destaque na revista Jazz +


Imagem fornecida pela Bends Harmônicas.



Escrito por Gaitanet às 16h22
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Manifesto Gaitista – 10 motivos para tocar gaita (2009)

I-Pequena, leve, fácil de carregar, você pode levar no bolso.

II-Relativamente barata pois com 100 reais você compra uma ótima gaita, com mil reais você não comprar uma ótima guitarra ou sax.

 

III-É um dos poucos instrumentos em que se pode sair da loja tocando e que acompanha manual de instruções.

 

IV-A gaita é um instrumento apreciado por muitos e tocado por poucos, todas as bandas dos seus amigos te convidarão para tocar. Mesmo tendo pouca noção do instrumento você deixará muitos amigos impressionados.

 

V-Agora existem duas grandes fábricas no Brasil, isso aumentou demais a cultura da gaita no país, os preços deverão diminuir e a variedade de opções já aumentou muito.

 

VI-É um dos instrumentos musicais mais versáteis que existem. Somando seus diversos tipos serve para tocar jazz, blues, rock, musica erudita, em orquestras, em barzinho, solo e até mesmo com outros instrumentos como violão e baixo simultaneamente.

 

VII-Poucos instrumentos transmitem tão bem as emoções como a gaita, é incrível a expressividade do som de uma harmônica bem tocada. Não adianta ser extremamente técnico se não tocar com a alma. A gaita é o intrumento que transforma as expressões da alma em melodia.

 

VIII-Tocar gaita relaxa o corpo e a mente, diminui o strees, te faz ser uma pessoa mais saudável pois menos stress significa qualidade de vida melhor, humor melhor, mais paciência e melhor rendimento no trabalho e nas relações pessoais.

 

IX-Sendo gaitista você poderá acompanhar o mundo da gaita através de diversos sites como o Gaitablog, Gaitanet, Gaita-bh, Blog do Prot e listas de discussão como o Gaita-l e as do Orkut. Assim você estará sempre muito bem informado, por dentro das novidades, shows, lançamentos, entrevistas e muito mais. Você também conta com o Fórum Gaitanet: http://forum.gaitanet.com que se tornou o mair centro de discussões sobre harmônica, graças aos nossos usuários.

 

X-Por fim, só a gaita possui tantos truques, segredos, efeitos e conseqüentemente você terá anos e mais anos de diversão aprendendo passo a passo todas as artimanhas da harmônica. Isso é muito legal, pois apesar de ser fácil tocar suas primeiras notas, para se tornar um grande gaitista você precisará de muita dedicação, vontade e superação, e nada mais estimulante que um desafio como esse. Você não ficará entediado e sempre terá por onde evoluir.

 

Deixe-se surpreender pela harmônica de boca, compre uma agora mesmo na loja mais próxima e junte-se a nós. Estamos a disposição para tirar qualquer tipo de dúvida, é só entrar em contato. Para decidir qual será sua primeira gaita acesse: www.gaitanet.com e veja nossos diversos textos sobre o assunto e encontre um professor.

 

Quem já toca gaita sabe como é bom e vale a pena, deixe um comentário nos contando outros motivos para se tocar gaita. Ajude o Gaitablog a tornar este manifesto uma propaganda viva do amor que sentimos pelo instrumento musical que torna nossas vidas uma bonita canção.

 

Creio que resolvemos nossos problemas técnicos com as atualizações do site.

 

Um abraço a todos!



Escrito por Gaitanet às 15h21
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Criador do Gaitablog foi destaque no Bends Acontece de Abril

Ele é o Cara: Sérgio, do Gaitablog.(Publicado em 09/04/09)

Sr. Gaitablog

Conheça a trajetória musical e acadêmica de Sérgio De Marchi, futuro médico, apaixonado pelas harmônicas e criador do principal blog de gaita do Brasil.

Foi no ano de 2002 que Sérgio De Marchi teve uma de suas grandes ideias. Juntar a paixão pelas harmônicas e difundir a cultura do instrumento via internet. Pronto, estava plantada a semente do Gaitablog. “Criei o Gaitanet com intuito de reunir informações sobre o instrumento, pois à época era escasso. Porém, ao entrar na faculdade, foi ficando complicado atualizar”, diz. “Por isso reformulei no formato de blog, para ter agilidade nas atualizações e, além disso, dar mais dinamismo ao projeto”, completa.

Nascido em 1986, na cidade paulista de Sorocaba, Sérgio De Marchi sempre foi um apaixonado pelas harmônicas. Além de ter como referência grandes nomes como Ulysses Cazallas, John Popper Sonny Terry, Vasco Faé, Thiago Cerveira, Jefferson Gonçalves, foi com Flávio Guimarães (Blues Etílicos) que tudo começou e a paixão começou a brotar.

Meu primeiro contato com a gaita foi em 2000, com os discos do Flávio Guimarães. Mas ao ouvir novamente um disco do Lulu Santos que gostava quando criança, percebi incríveis participações de Milton Guedes na gaita. Hoje tenho a certeza de que esse som ficou no meu inconsciente e foi fundamental na minha decisão de me tornar gaitista”, relembra.

Desde que teve os primeiros contatos, isso há praticamente sete ou oito anos, Sérgio teve uma surpresa ainda mais positiva que acertou em cheio suas expectativas. “Também me lembro da trilha do filme Midnight Cowboy, do Toots Thielmans, que me influenciou bastante. Não sei se isso foi antes ou depois de ter ouvido o Flávio pela primeira vez”. Fã de Beatles, Eric Clapton, Rolling Stones, Pink Floyd, o gaitista deu aulas, mas não é profissional. “Não tenho essa intenção”.

Hoje, revela, sua prioridade é dedicação máxima à faculdade de medicina. “Meu projeto atual é estudar para passar em uma boa residência médica. E posso dizer que a gaita me ajuda muito, pois é uma grande aliada contra o estresse depois de alguma atividade desgastante, além, claro, de ser muito divertida”. Com relação ao site, diz: “pretendo continuar a expansão, buscando inovações e melhorias dentro do Gaitanet. Na gaita, quero melhorar meu desempenho em jazz e bossa nova, por isso estou voltando meus estudos para esses estilos”, afirma.

Sobre a vida de estudante, músico e blogueiro, Sérgio afirma que “o mais complicado é conciliar os estudos com as atividades do blog. A paixão pela gaita e o retorno do público são combustíveis para tudo isso dar certo, é um grande prazer levar informações de qualidade àqueles que gostam das harmônicas. Por sorte, tenho muito colaboradores que me ajudam na atualização, músicos profissionais e amigos, o que torna a atividade ainda mais prazerosa”, enfatiza.

Foi justamente por intermédio do Gaitablog que Sérgio De Marchi teve contato com dois de seus grandes ídolos: Toots Thielmans e Peter Madcat. “Essas entrevistas são as mais marcantes, pois foram sensacionais, tanto como fã como gaitista. O Toots eu entrevistei por meio do agente dele, porém a entrevista com Madcat foi pessoalmente e acabei recebendo o disco Madcat’s Harmonica and Ukulele Project de suas próprias mãos”.

Já sobre o atual cenário da gaita no Brasil, Sérgio acredita que ainda está muito restrito, porém dá sinais claros de crescimento. “A verdade é que muita gente ainda não conhece a versatilidade e a complexidade das harmônicas, quais são os gaitistas e em quais discos a gaita é o instrumento principal. Por sorte, alguns fatos estão impulsionando; a criação do Fórum Gaitanet e outros blogs, como Gaitabh e Harmônica Máster. Além disso, os gaitistas brasileiros estão melhores e a cada dia surgem novos músicos”.

Fora isso, o criador do Gaitablog aponta o surgimento da Bends Harmônicas como um dos fatores principais para a expansão da gaita no Brasil. “A entrada [da Bends Harmônicas no mercado] gera uma competição saudável, que é o lado bom da livre concorrência. Além das próprias inovações da empresa, alguns festivais ou shows apoiados pela Bends sempre chamam a atenção de novos e futuros gaitistas. O apoio a músicos profissionais e a difusão da cultura das harmônicas no País também são pontos a serem destacados”.

Hoje, o Gaitablog é a principal fonte de informação sobre gaita no País. “Nossa meta é unir o gaitista amador ao profissional, unir a gaita ao gaitista e o professor ao aluno. Pretendo popularizar o instrumento, acredito serem fundamentais proximidade e possibilidade de ler matérias e notícias relacionadas às harmônicas, para manter o gaitista incentivado a comprar e usufruir de produtos da gaita de boca”, finaliza Sérgio De Marchi, do Gaitablog.

Curiosidades sobre o Gaitablog e o Gaitanet

De acordo com Sérgio De Marchi, o Gaitanet recebeu prêmio Site Nota 10, premiação promovida pelo site CGICLUBE.NET, em 2004. Posteriormente, o Gaitablog foi selecionado pelo portal UOL, sendo condecorado com o selo ‘UOL Blog Legais’. “O interessante dessas duas premiações foi o fato de que vieram de forma espontânea, pois jamais cadastrei o site em nenhum tipo de concurso”, revela.

Já dos eventos no qual Sérgio pôde cobrir por meio do Gaitablog, existem vários que ele destaca: “foram incríveis todos os que pude cobrir com o site, porém os mais marcantes foram a Expomusic de 2007, ano em que a Bends fez seu lançamento oficial, além do Encontro Internacional da Harmônica de 2008”, complementa.

Leia a edição de maio do Bends Acontece clicando aqui.



Escrito por Gaitanet às 10h10
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Repercussão do Filme Cadillac Records

Confira o texto enviado por um de nossos leitores:

"Assim que vi a materia do filme Cadillac Records, tratei logo de assistir o filme o mais rapido possivel. O filme é brilhante na minha opinião, aprendi muito sobre a vida de Muddy Waters, Little Walter, Howlin' Wolf, Etta James, Chuck Berry (no filme eu acho até engraçado a personalidade dele...bem calmo e tranquilo) e Willie Dixon que é o narrador da historia e teve um grande papel na vida deste citados antes (ja que ele compos Hoochie-Coochie Man e My Baby, alem de outros sucessos). O filme é brilhante e acompar o drama da vida de cada um deles, nos faz admirar e respeitar ainda mais eles... A cena que é a Morte de Little Walter realmente é emocionante, e mostra como ele era importante para todos (pra gravadora tambem). É um filme brilhante que só descobri graças ao GAITABLOG.COM. Sou Muito Grato a todos que fazem parte do GaitaBlog. Abraços e Parabens"
Vinicius Viviani 

Clique aqui para ler a materia citada acima na integra e conheça mais sobre esse filme que esta dando o que falar!



Escrito por Gaitanet às 04h41
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Mais informações sobre o falecimento do mestre Tavares da Gaita

É com imensa tristeza que o Brasil recebeu a notícia do falecimento de Mestre Tavares da Gaita.
Mestre Tavares da Gaita, 84 anos, faleceu quarta-feira dia 08 de abril às 08:30 da manhã, devido a um AVC seguido de Pneumonia e uma infecção generalizada.
Tavares deixa mais um vazio entre nós, gaitista de uma genialidade ímpar e um ser humano difícil de encontrar, simples, humilde e de um grande coração.

O caruaruense José Tavares da Silva ficou famoso em todo o Brasil por fazer instrumentos a partir de materiais diversos como pedaços de coco, cabaças, bambus, canos de PVC e até lanternas de carros. Autodidata, ele tocava sua gaita de maneira única.

 

Em 2007, foi candidato a patrimônio vivo do Estado, mas não obteve o título. O único CD gravado por Tavares foi o Sanfona de boca, lançado em 2004, quando já tinha 79 anos. Em 2006, ele parou de fazer shows, depois de passar mal no palco.

Em entrevista ao JC em dezembro de 2008 ano passado, Tavares da Gaita confessou que não acreditava que voltaria aos palcos. Ele já estava adoentado e sentia o peso da idade. “Acho que fui um artista completo, pelo menos é o que dizem e o que sinto. Mas, apesar de querer demais me apresentar, acho que não volto mais, que não vou mais ter condição de ser o músico de antes”, afirmou. Nessa ocasião, deixou um recado para os fãs de tantas décadas: “Gostaria de dizer aos meus fãs que estou em casa, adoentado, mas estou morrendo de saudades e penso neles todos os dias”.

Conheça um pouco de sua história

Nascido em Taquaritinga do Norte (PE) no ano de 1925, com 1 ano e meio de idade foi morar em Toritama (PE) e aos 30 anos foi descendo a serra até Caruaru, onde viveu até hoje; considerado um dos mais ilustres moradores da cidade foi homenageado no ano de 2003 ganhando o título de cidadão Caruaruense numa das maiores festas populares do Brasil o São João de Caruaru.

Começou sua carreira acompanhando o Circo Mambembe de Vital Santos, onde tocava triângulo e fazia os efeitos sonoros do espetáculo.

Resolveu fabricar seus próprios instrumentos para assim não ter que levar muito peso em suas apresentações, com isso desenvolveu verdadeiras obras de artes que hoje estão espalhadas pelo mundo. Naná Vasconcelos e Airto Moreira, considerados os melhores percussionistas da atualidade, são seus clientes e fãs.

Aos 82 anos, Mestre Tavares tinha em suas mãos o registro de suas composições no CD “Sanfona de Boca”. Além de participar como músico, Jefferson Gonçalves assina a produção musical.

Fontes: Jefferson Gonçalves Site JC Online, Hering Harmonicas



Escrito por Gaitanet às 13h26
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Cadillac Records

por Luciano Boca

 Um grande lançamento cinematográfico será de grande importância para a divulgação do bom e velho Blues e da harmônica. O filme conta com um pouco da história da “Era de Ouro do Blues de Chicago” que influenciou os maiores ícones da história do Rock ‘N’ Roll, em uma crônica do nascimento de uma das mais importantes gravadoras de black music americana, a Chess Records (aqui chamada de Cadillac), nos agitados anos de 1950 em Chicago.

 

 A história mostra os mais badalados nomes do gênero, como Litlle Walter, Willie Dixon, Howlin' Wolf, Muddy Waters, Etta James e Chuck Berry.


Little Walter

 

 Pra quem já conhecia o filme Crossroads (A Encruzilhada), com Ralph Machio (Karate Kid), sabe que o filme é um pouco fictício, e mesmo assim deixou muitos fãs, agora com Cadillac Records vai ter uma boa noção do que foi o Blues de Chicago na década de 50, seus mitos com suas vidas conturbadas, recheadas de glamour, sexo, álcool, drogas, brigas, fama e muito mais...

 

O elenco conta com: Adrien Brody (Leonard Chess), Gabrielle Union (Geneva Wade), Jeffrey Wright (Muddy Waters), Beyoncé Knowles (Etta James), Columbus Short (Little Walter), Tammy Blanchard, Mos Def (Chuck Berry), Cedric the Entertainer (Willie Dixon), Emmanuelle Chriqui

 

Acesse: http://www.sonypictures.com/movies/cadillacrecords/

 

 Embora o filme só seja lançado no final de março nos nossos cinemas, à comunidade da gaita brasileira já deu um jeitinho de assistir o filme, e já vem manifestando suas opiniões sobre a atuação do Columbus Short no papel de Little Walter. Alguns comentaram que a atuação do Columbus como instrumentista foi fraca, mas vale à pena lembrar de que uma perfeição neste detalhe do papel, seria um pouco complicada, teria a necessidade de ter um real conhecimento do instrumento, e no caso deste filme, acredito que o diretor (Darnell Martin) tenha se preocupado mais é em conseguir um ator que se identificasse mais fisicamente com Walter, e nisto eles foram campeões, não pouparam nem mesmo as cicatrizes que Walter adquiriu ao longo da sua vida.


Cena do filme

 

 A trilha sonora foi gravada pelos próprios atores, e as gaitas foram gravadas pelo grande Kim Wilson, o que dispensa comentários.


Cena do filme

 

 *Uma das cenas mais emocionantes é a do momento da morte de Walter, confesso que cheguei a encher os olhos de lágrimas, kkkkk, mas não vou ficar dando detalhes, é melhor assistir ao filme e tirar suas próprias conclusões.



Escrito por Gaitanet às 22h31
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Aprenda gaita c/ professores da Relação Nacional de Professores de Harmônica do Gaitanet.com

Criamos esta relação de professores de gaita que chamamos de Relação Nacional de Professores de Harmônica, separada por cidade, para faciliar o contato de alunos e mestres, promovendo os professores qualificados, tentando assim evitar que pessoas com má fé se passem por professores.
 
Todos os professores aqui listados são recomendados por nós, mas se por acaso tiver qualquer problema, entre em contato. São 45 professores relacionas em 24 cidades do Brasil. É claro que muitos professores competentes ficaram fora dessa lista, por isso pedimos sua ajuda para que completemos esse quadro e possamos fazer uma relação cada vez mais completa para ajudar mais pessoas.
 
Faça seu cadastro professor:

Para se cadastrar ou reportar alguma modificação em seus dados, basta enviar e-mail para contato@gaitanet.com com os seguintes dados:

-Nome e cidade
-Telefone e e-mail
-Tipo de gaita que ensina
-Experiência e/ou carreira(resumo)



Escrito por Gaitanet às 07h38
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Little Sammy Davis, um Tesouro Encontrado

por Luciano Boca

 

Little Sammy Davis nasceu em Wynona na região do Delta do Mississipi em 1928, e seu primeiro contato com a harmônica aconteceu aos sete anos de idade, começou sua carreira tocando nas ruas, nas esquinas e viajando com os “Medicine Show” que era muito comum no passado, onde músicos promoviam a venda de remédios.

 

 Little Sammy deixou o Mississipi na parte traseira de um caminhão de frangos rumo à Flórida e acabou ficando por lá.

 

 Um tempo depois... Juntou-se com grandes nomes do Blues como: Earl Hooker, Pine Top Perkins, Ike Turner, e Albert King. Por algum tempo, Sammy tocou com Earl Hooker e Albert King. No entanto a banda não durou poucas semanas após Sammy entrar para a banda, os dois grandes rivais Hooker e King eventualmente vieram a golpes, dissolvendo a banda.

 

  

  Sammy ficou nove anos na estrada tocando com Earl Hooker. Quando finalmente Sammy saiu da banda de Hooker, chefiou a Chicago, onde tocou constantemente partilhado o palco com muitos grandes nomes, incluindo Muddy Waters, Little Walter, e Jimmy Reed.  Durante esse tempo, Sammy foi freqüentemente chamado para substituir Little Walter, sempre que ele não podia se apresentar.

Sammy se casou no final dos anos 60, ele e sua esposa se mudaram para a região de Hudson Valley do Estado de Nova York. Em 1970, Sammy caiu em depressão quando sua esposa faleceu subitamente, e parou de tocar por muito tempo.

 Por volta de 1990, os rumores de um incrível Bluesman gaitista em Poughkeepsie chamou a atenção de rádio WVKR, então começaram a procurar o Bluesman perdido. Ao mesmo tempo, Sammy começou a aparecer em blues clubes e foi encontrado pelo baterista Brad Scribner. Brad, juntamente com o irmão guitarrista, chamado Fred, eram membros da banda "Midnight Slim.”

 

 “Little Sammy Davis e Midnight Slim" começaram com pequenas gigs e fornecendo pistas de fundo para uma rádio de Nova Iorque, "Imus in the Morning Show".
 Após a sua primeira aparição em "Imus in the Morning", Sammy e a banda ganharam muitos elogios inclusive do New York Daily News e tornaram-se funcionários "House Band" Imus.  fazendo o  melhor do Delta, e do Chicago Blues.

 Depois, “Little Sammy Davis e Midnight Slim" passaram a participar de vários outros programas.
Em 1996, Little Sammy Davis lançou o álbum "Ain’t Lyin '" pela Delmark Records.

  O criticamente aclamado álbum foi nomeado para o premio WC Handy, e recebendo o titulo de “Comeback Artist of the Year” e pela revista Living Blues, e recebeu o "Little Walter Lifetime Achievement Award".

 

 

 Em 2000, seu segundo álbum, “foi lançado independente, pelo selo Fritz Fat Records, do próprio Sammy. Em 2002, o diretor do filme, Arlen Tarlofskey escolheu Little Sammy Davis e Midnight Slim como o assunto para um documentário, "Little Sammy Davis", que recebeu críticas Títulos e apareceu em festivais ao redor do mundo.

Apresentações na House Of Blues", em Hollywood, e Boston, no "Beacon Theater" na cidade de Nova York, no "Imus in the Morning", na MSNBC, Little Sammy e, "Prime Time Live", "The King Biscuit Blues Hour", e Dan Akroid's House of Blues Radio Show " agitaram a vida do velho bluesman.

 
Little Sammy Davis, atualmente mora em Orange County, Nova Iorque, e continua a cantar e a tocar gaita como um membro  da banda de Levon Helm, no qual faz parte já há um bom tempo, em 2008 dividiu um Grammy com Levon.

 

 Ele também desempenha gigs com Fred e sua própria banda, Sammy Está hoje com 80 anos, está feliz, mais saudável do que nunca, e recebendo assim o direito ao reconhecimento que ele merece.

 

 “Little Sammy Davis é sem dúvida um grande Bluesman, uma lenda da época de Little Walter, Big Walter Horton, Sonny Boy Williamson e outros, e tenho certeza, que poucos gaitistas e pesquisadores da América latina o conhecem”...  Pra mim foi como descobrir um tesouro.

 

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Escrito por Gaitanet às 16h09
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Continuação da história do Marinho Benvenuti

Uma nova experiência musical teve início. O som daquela banda era uma mistura das coisas do nordeste com as coisas do sul. Havia influencias de forró, de tropicalismo, de rock, de samba, de tudo um pouco. Costumávamos nos apresentar no programa da rede Tupi “Almoço com as Estrelas” e no programa do “Bolinha”. Finalmente fomos parar na “Busina do Chacrinha” e alcançamos sucesso com a estapafúrdia música “Feira da Fruta”.

Uma banda com essas características, chamou a atenção do Tom Zé. Logo, estávamos fazendo uma parceria. Nos apresentávamos juntos, em várias casas de espetáculo em São Paulo e aos 19 anos de idade, já me encontrava no estúdio de gravação da Continental para colocar meu baixo no samba “Menina, Amanhã de Manhã” do Tom, de seu LP intitulado “Tom Zé”. Nas outras faixas o Gabriel fez o baixo. Aliás, aprendi muito escutando o baixo do Gabriel. Neste mesmo disco também fiz a voz em “Senhor Cidadão”, uma música bela e instigante. A seguir, gravamos também outro disco do Tom, “Todos os Olhos”.

 

Nesses tempos, tive a oportunidade de conhecer algumas grandes personalidades. Escutei o poeta Augusto de Campos declamar suas poesias e conheci uma figura decisiva em termos de orientação que foi o Rogério Duprat. Ele dava orientação ao Tom durante as gravações, era um cara muito legal e havia estudado música no exterior. Num determinado momento, me aproximei dele e perguntei como era a educação musical “lá fora”.  Disse que na Europa, estavam as grandes escolas de música erudita e nos Estados Unidos as de pop-rock e jazz e citou algumas, dentre elas a Berklee College of Music em Boston. Fiquei com aquilo na cabeça e fui comprar um disco de jazz sem entender muito do assunto. Dei sorte, comprei um ótimo disco de big band do Charles Mingus que acabei gostando muito.

 

O jazz pra mim era uma coisa diferente. Ao mesmo tempo, que gostava de algumas coisas, não gostava de outras. Hoje entendo isso, é que sei que o jazz é dividido em muitas fases, afinal, são 100 anos de jazz. Algumas fases são light como o “cool jazz” e outras são heavy como o hard jazz ou o free jazz. Só sei que acabei me empolgando com o jazz e fui parar novamente na Casa Manon. Comprei um trompete. Que decepção!

O som do instrumento era lindo, mas, como era difícil! Tinha que fazer uma força enorme pra soprar e tirar algum som. Era totalmente diferente da gaita, um instrumento delicado se comparado ao trompete. Mesmo assim, insisti no trompete quase um mês, mas, finalmente desisti. Tenho esse trompete guardado comigo até hoje.

 

Comentando com meu irmão sobre ir estudar música nos Estados Unidos, ele disse que conhecia um carioca amigo seu, o Alfredo, que estava cursando música na Berklee. Lembrei também do Rogério Drupat que havia me dado uma dica sobre estudar “arranjo”. Disse que se eu fosse fazer arranjo, era bom aprender piano, porque as “coisas” do arranjo estão todas ali, no teclado. Comecei então a prestar atenção nos pianistas e entender que antes de ir para a Berklee, precisava aprender piano. Rogério era um grande arranjador e eu também queria pelo menos tentar ser um. Entrei em contato com uma professora de piano clássico e comecei os estudos.

Escrevi para a Berklee e recebi uma resposta que era necessário atender os pré-requisitos para ser aprovado para o curso de piano, arranjo e composição. Era muita coisa. Só entra pra Berklee quem já sabe tocar bem o seu instrumento. Passei um ano com aquela professora e finalmente, fui para os Estados Unidos. Conheci o Alfredo que me mostrou a Berklee, e vi que a coisa era mais difícil do que imaginava. Antes de entrar pra escola, lá mesmo, nos Estados Unidos, ainda estudei mais um ano com o professor e compositor de piano contemporâneo Barry Taxman. Neste ano também casei com uma americana e me tornei cidadão americano.

Estando em Boston, fiz um curso de verão na própria Berklee, hoje conhecido como “Summer Program”, que além de outras coisas, capacita o aluno a ingressar na escola.

 

Na realidade, meu piano era um quebra galho na frente dos outros alunos. Aquela moçada já tocava piano desde garoto. Mas, comecei a amar profundamente aquele instrumento e tudo que pudesse fazer para aumentar meu conhecimento, corria atrás.

 

Meus amigos brasileiros mais chegados da Berklee, eram o pianista Rick Pantoja, ex Cama de Gato, o guitarrista Ricardo Silveira, o paulista Lino Simão grande compositor multi instrumentista, o Felipe carioca e o Frê de SP. Havia outros, o guitarrista Líber Gadelha, o baterista Pascoal Meireles e o saxofonista Zé Assunção.

 

Escutava de tudo, principalmente as big bands e as orquestras de música erudita. Esmiuçava as partituras para ver como eram feitos os arranjos. Depois de um tempo, já estava conseguindo acompanhar por ex, a partitura de uma composição monumental chamada, Sagração da Primavera de Stravinsky. Não necessariamente que eu lesse nota por nota, mas, sabia seguir a partitura com exatidão. Assim também com as sinfonias de Beethoven, Wagner e outros compositores.

 

Fiquei dois anos na Berklee, o suficiente para abrir a cabeça, musicalmente falando.

Depois, fui para São Francisco e montei um quarteto com piano, guitarra e com um colega brasileiro na bateria, e fui ser feliz. Desta vez eu era o baixista.

 

Um dia, numa loja de discos na Califórnia, deparei-me com um disco do Bill Evans, que era meu ídolo na época, junto com o Jaco Pastorius. O disco chamava-se “Afinnity”. Bill tocava com um cara chamado Toots Thielemans na gaita. Aquele disco foi uma porrada que levei, pra acordar, porque existiam coisas lindas que jamais podia suspeitar. Um piano daquele, com uma gaita divina daquela. Quem era aquele gaitista sobrenatural? Era o Toots que eu não conhecia. Imediatamente ele também virou meu ídolo. Eu tinha uma cromática da Hohner, uma CBH 2016 e ficava tentando imitar o Toots, mas, não conseguia chegar nem perto do que ele fazia. Achando que minha gaita não era boa, fui a uma loja de instrumentos musicais e comprei outra cromática da Hohner, uma Cromonica 64 vozes. Mesmo assim, deu pra evoluir muito pouco. Peguei as partituras do Charlie Parker, tentei fazer alguma coisa na gaita, mas, não fui muito feliz e acabei resignando-me a minha mediocridade. Em 1989 fui ver o Toots tocar em S.Paulo. Sentei na primeira fila e ouvi maravilhado ele tocar genialmente, dentre muitas músicas, a linda Snow Peas, do disco Afinnity, uma de minhas prediletas.

 

Imaginava que os gaitistas consagrados como Toots e Stevie Wonder, deveriam receber gaitas customizadas especialmente para eles. E é verdade, tanto é que, nas lojas americanas daquela época, mesmo as Hohner, precisavam de customização. Mas não sabia nem mesmo afinar as palhetas da gaita, quanto mais, fazer uma customização. De qualquer maneira, continuei a tocar minhas gaitas, tanto as diatônicas, quanto as cromáticas, e esperar que um dia no futuro, alguma fabrica de gaita começasse a customizar suas gaitas, para serem comercializadas em lojas para qualquer cidadão que desejasse comprá-las.

 

De volta ao Brasil.

 

Quando cheguei, depois de cinco anos nos Estados Unidos, já separado da esposa americana, São Paulo me pareceu uma cidade barulhenta e poluída demais. Pensei em voltar para os Estados Unidos, mas era no Brasil que desta vez queria estar. Fiquei sem saber o que fazer, se ficava ou se voltava. Foi então que surgiu meu pai dizendo que o diretor de cinema Carlos Coimbra estava prestes a rodar um filme no Ceará e estava terminando de montar o elenco. Corri então para me candidatar a um posto de ator e fui aceito. Quando cheguei em Fortaleza, descobri o verdadeiro Brasil que procurava em meus sonhos. Encantei-me pelas coisas daquele pedaço do nordeste e disse pra mim mesmo, que um dia voltaria. Quando terminaram as filmagens, regressei novamente para os Estados Unidos, e fiz um curso de cinema no Berkley Film Institute em Oackland na California. Depois, arrumei minhas coisas e voltei definitivamente para o Brasil.

 

Tempos mais tarde, rumei pro Ceará.

 

Em Fortaleza casei novamente e tive cinco filhos. Tive que deixar a música de lado como ganha pão e me dedicar a outras profissões. Mas nunca parei de compor. Fui dono de pizzaria e restaurante e ainda tive tempo de me formar em filosofia.

 

Em 99 fiquei sabendo que a Hering estava com ótimas gaitas na praça, graças a um empreendimento da fabrica em obter mais qualidade em sua produção. Comprei uma cromática e uma diatônica e percebi a diferença. As gaitas tinham dado um grande salto em qualidade. Estavam mais vedadas com uma boa resposta. Comecei a estudá-las.

No mesmo ano  gravei uma composição minha chamada Spanish Moon, tocando três gaitas cromáticas, com acompanhamento de bateria, baixo, piano e vozes. A voz solo, quem fez foi minha mulher Micheline, que canta muito bem. Em 2002 gravei uma outra composição, Michel, Homem de Cristal em duas partes. Gravei cinco gaitas cromáticas, uma diatônica e uma gaita baixo, acompanhadas por piano, baixo e bateria. No ano seguinte, outra composição, Mandacaru Express, com sete cromáticas, uma diatônica e uma gaita baixo, mais, acompanhamento de vários instrumentos feitos por mim como piano, teclados e baixo.

 

Mandacaru Express é uma música que procurei trabalhar bem o arranjo para dar um “colorido” diferente do convencional. E falando sobre coloração, elaborei um texto em que explico bem o que são as cores na orquestra, chamado “Coloração na Orquestra”. Sugiro dar uma olhada, porque texto igual a este é muito difícil de ser encontrado.

 

Tive também um bar, o Compadre Marinho com música ao vivo. Neste bar acabei conhecendo os melhores músicos da cidade. Havia a noite do samba, a noite do blues e a noite da mpb/jazz. De vez em quando, dava uma palhinha com os músicos.

 

Comecei a escrever os métodos para gaita blues em 2003. Neste ano telefonei pra fabrica de gaitas Hering e expliquei que era professor de gaita e pedi que me mandassem uma cromática customizada. Eles atenderam meu pedido e dias depois recebi uma Hering Special 48 vozes que era um espetáculo. Totalmente vedada com resposta imediata a qualquer toque. Desde então, venho estudando a gaita cromática mais seriamente e pretendo lançar ainda para o ano que vem um método para gaita cromática.

 

Estive em SP ano passado e falei com o Melk Rocha da Bends sobre um projeto de montar uma orquestra de gaitas jazz. Foi muito simpático comigo e disse que o que estiver ao seu alcance, ele fará para que possa dar certo. Dei uma passada também na escola de música Souza Lima e mostrei minhas músicas e eles gostaram muito, principalmente o guitarrista Lupa Santiago e o percussionista Mestre Dinho, antigo amigo da década de 70. Outro grande amigo lá do Souza é o Sizão Machado, grande baixista.

 

Atualmente leciono filosofia e dou aula de gaita cromática e de gaita diatônica blues em Fortaleza. O projeto de montar uma orquestra de gaitas continua em pé. Procuro gaitistas que saibam ler um pouco de partitura para facilitar os ensaios. A orquestra será sediada em Fortaleza. Interessados podem me procurar através do Gaitablog, ou entrar em contato diretamente comigo.

 

Vivendo de música

 

Meus alunos me perguntam se dá para viver de música. Respondo que a vida de músico é muito boa.

Se o músico é solteiro não é casado e não tem filhos, é mais tranqüilo. Caso contrário, precisa estar mais engajado ou ser formado em música e dar aulas para ter um rendimento melhor. A esposa precisa ter um trabalho também para ajudar nas despesas.

O importante é estar envolvido sempre com algum projeto, seja uma banda, gravando ou fazendo shows, produzindo, compondo, arranjando ou fazendo trabalho de estúdio.

 

É importante fazer aquilo que você gosta, mesmo que seja música instrumental que financeiramente é menos recompensado(meu caso).

Na parte didática tem que desenvolver apostilas, métodos.

Geralmente o músico se dedica a uma linha única ou no máximo duas. No meu caso dou aulas ora na escola de música, ora como professor particular e estou me preparando para gravar um CD instrumental e começar a entrar no esquema de shows.

Atualmente estou sendo menos professor e produzindo meu trabalho musical. 

Dá sim pra viver de música. Eu não me preocupo em ser rico. Nem posso! Gosto de jazz! Não tenho uma dupla sertaneja, não faço pagode, pop-rock e não toco axé. Não tenho nada contra, mas, o importante é viver bem com aquilo que se gosta de fazer.

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Escrito por Gaitanet às 23h37
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Conheça o paulistano que ensina gaita no Ceará

Marinho Benvenuti, A história de quem vive a música e ama a gaita

 

Meu nome completo é Mário Benvenuti Filho e tenho 55 anos de idade. Sou paulistano e sou mais conhecido como Marinho Benvenuti. Vivo há quase 20 anos em Fortaleza no estado do Ceará.

 

Sou filho do ator de cinema nacional Mário Benvenuti, que teve sua expressão máxima nos filmes do renomado diretor Walter Hugo Khoury na década de 60 e 70, entre os quais está o premiadíssimo Noite Vazia, onde meu pai obteve o prêmio “Estatueta Saci” de melhor ator em 1964.

 

Segui os passos da carreira de meu pai cursando artes dramáticas na escola Macunaíma em São Paulo e estive pela primeira vez em Fortaleza em 1978 onde atuei no filme do diretor Carlos Coimbra, “Iracema a Virgem dos Lábios de Mel”. Romance do escritor cearense José de Alencar. Fiz o papel do índio Caubí, irmão de Iracema. Este filme teve trilha sonora de Toquinho e Vinícius de Moraes. Durante as filmagens me apaixonei pela terra e um dia no futuro, voltaria para me fixar definitivamente em terras de Iracema.

 

Apesar da influência do cinema pelo lado paterno, no entanto, minha forte paixão, sempre foi a música. Deixe-me contar um fato que marcou muito, um dia na minha infância. 

Quando tinha por volta dos meus cinco anos de idade, minha irmã Mônica ganhou uma boneca que chorava. Bastava deitá-la, ou de costas ou de bruços, para que de dentro dela saísse um som característico de choro. Ficava pensando de que maneira aquele som era produzido. Minha irmã brincava muito com esta boneca e assim foi passando o tempo até que ela foi ficando mais usada e terminando por ficar velha e acabada. Depois de um tempo, Mônica ganhou uma boneca nova e deixou aquela que chorava de lado. Percebi que a boneca começou a ficar jogada pelos cantos da casa e aproveitei uma hora em que não havia ninguém por perto pra matar minha curiosidade. Consegui com a ajuda de uma chave de fenda, meio que quebrando a boneca, finalmente abri-la. Encontrei um aparelhinho redondo um pouquinho pesado com uns furinhos. Dei uma chacoalhada, mas nada aconteceu. Dei outra chacoalhada, e nada. Nenhum som saia dali. Foi quando levei o aparelho para a boca e soprei nos furos. O som do choro saiu e foi uma sensação incrível. Aquele som daquela maneira, de surpresa, me pegou. Foi o máximo! Jamais vou me esquecer daquela mágica sensação sonora. Não tenho palavras para descrevê-la.

 

Ficava, horas soprando e aprendi que quando se soprava com força o som era mais fino, quer dizer, agudo, e quando se soprava com menos força, o som era mais grosso, mais grave.

Na realidade, o som era produzido pela força da gravidade. Quando se virava a boneca de frente ou de bruços, um peso acionado pela força da gravidade empurrava uma peça no interior da roda que girava e provocava o som.

Muitos anos mais tarde, aquela mesma sensação sonora voltaria a invadir meu coração, mas, de uma maneira diferente.

 

Meu primeiro instrumento, um violão.

 

Na música, tudo começou pelo rock. Aos 11 anos de idade ganhei de meu pai um violão e passei a aprender a tocar as músicas de que mais gostava. Rock é claro.

Gostava das músicas de uma banda brasileira chamada The Jet Blacks e também dos rocks de Elvis Presley e Beatles. Mais tarde, vieram os Troggers, Steeppen Wolf , Jimi Hendrix, Cream, Led Zeppelin e muitos outros. Também gostava muito de ouvir o som da banda do meu tio Nenê, Os incríveis. Ele era o baixista da banda e já me dava algumas dicas de como tocar violão, pois também tocava muito bem aquele instrumento. Quando ele tocava, gostava de ficar prestando atenção no som do baixo e ficava pensando como era maravilhoso o som do contrabaixo. Intuía, que aquele som pesado-grave, representava alguma coisa, como se fosse a própria alma da música. Isso, talvez, porque um dia no futuro, eu seria um baixista profissional como ele.

 

Por volta dos meus 14 ou 15 anos, enquanto estava na casa de alguns amigos americanos, escutei um disco em que Eric Clapton, meu ídolo então na época, tocava na banda “Blues Breacker” de John Mayall. Foi quando percebi com mais atenção, o som de uma gaita de blues. Era a gaita de John e me apaixonei por aquele som mágico. No dia seguinte já estava na loja comprando uma gaita. Como não entendia nada de gaita, comprei uma gaita oitavada, se não me engano, uma “Seductora” da Hering.

 

Caracas Blues Band

 

Meu segundo instrumento, uma gaita.

 

Toquei tanto naquela gaita, que depois de umas duas ou três semanas, a gaita já estava desafinada e com um ou dois furos entupidos. Voltei pra loja e comprei outra oitavada. Desta vez uma “Sonhadora”, que durou mais tempo, acho porque tomei mais cuidado ao soprar e aspirar.

Mais tarde, um dia, novamente na casa dos amigos americanos, tive a oportunidade de escutar mais uma vez a gaita do John Mayall e percebi que tinha uma sonoridade diferente da minha. Lembrei que na loja, Casa Manon, ali no centro de São Paulo, na rua 24 de maio, havia muitos tipos de gaita e pensei em voltar lá pra dar uma olhada. De volta na Casa Manon, percebi entre outras, as gaitas cromáticas, mas, terminei por comprar uma gaita de blues. Se não me engano era uma “Super 20” da Hering.

 

Comecei a tocá-la e fui tocando e tocando e quando, sem querer, fiz um bend. Foi incrível!

A sensação do menino de cinco anos soprando a rodinha de choro da boneca da irmã veio a tona. Uáu! Uón! Uên!

Meu amigo e minha amiga...até chorei de emoção! Era tudo o que eu queria. Era o som da eternidade. E este divino instrumento tinha um nome e eu não sabia - gaita diatônica blues.

 

Aquilo eram os bends? Pra mim era muito natural, era como se aquele som chorado fizesse parte integrante daquele instrumento, assim, simplesmente. Fazia os bends sem saber que estava fazendo os bends. Será que dá pra entender? Eu explico, é que só hoje como professor de gaita, sei como é difícil aprender a fazer os bends. Esforço-me muito para que meus alunos aprendam a fazer os bends, simplesmente porque quando se aprende a fazer os bends, todo um universo sonoro se abre para o aluno, musicalmente falando. Muitas melodias que não davam pra serem executadas, de repente, começam a fazer parte de um novo repertório e o aluno sai do nível iniciante e ingressa rapidamente no nível intermediário.  

 

Mais tarde, escutei um disco do Muddy Waters e fiquei deslumbrado com o gaitista. Aquilo era diferente, era mais chorado, tinha mais feeling, era a verdadeira alma da gaita blues. Mas, nunca fiquei sabendo quem era aquele gaitista.

 

Meu terceiro instrumento, uma guitarra....

 

Quando completei 16 anos de idade, ganhei uma guitarra Begher do meu pai.

Meu tio Romeu foi o primeiro músico da família. Tocava guitarra, piano e baixo e foi um dos fundadores de uma banda de rock em 1958 chamada The Rebels. Anos mais tarde, durante minha adolescência, ele abriu uma fabrica de guitarras chamada Begher, este nome, em homenagem ao meu bisavô austríaco Seu Begher, que era músico contra-baixista e que se estabeleceu em São Paulo no finalzinho do século IXX.

Era uma guitarra linda toda preta. Talvez a primeira guitarra industrializada do Brasil que vinha com a opção da distorção. Enchi muito o saco da vizinhança com aquele som distorcido.

 

Um dia, meu amigo Tino, me convidou para ingressar em sua banda de rock para tocar no lugar do guitarrista Jonas, que se encontrava temporariamente ausente. O nome da banda – Distorção Neurótica.

Na época, em 1970, a banda já estava um pouco conhecida e conseguimos nos apresentar no teatro do Masp na Avenida Paulista, junto com outra banda que já fazia sucesso, chamada Made in Brazil. O show foi um sucesso. Acredito que nós fomos as primeiras bandas de rock que pisaram no palco do Masp.

 

Meu quarto instrumento, um baixo elétrico.

 

Depois desta apresentação no Masp, o guitarrista titular da banda voltou para ocupar seu posto. Voltei pra casa. Decidi estudar violão e procurei uma escola de música. Encontrei o Conservatório Paulista que ficava numa rua atrás do Masp. Lá, pela primeira vez, tive contato com partitura e teoria musical. Meu professor de violão era o Rubinho. Anos mais tarde, Rubinho se tornou o guitarrista do sexteto Jô Soares Onze e meia no SBT. Depois quando morreu, foi substituído pelo guitarrista Tomate.

Fiquei alguns meses no conservatório, o suficiente para saber que queria ser músico profissional. Sabia que um dia tinha que retornar e concluir meus estudos de música. Mas, passar no vestibular e entrar pra faculdade era mais urgente. Entrei pra faculdade de administração de empresa em Mogi da Cruzes, mas, não entendia muito bem o que eu estava fazendo ali. Meu negócio mesmo - era a música.

 

Um dia o telefone tocou e do outro lado da linha estava meu amigo Edu com sua guitarra na mão. Convidou-me para ir a sua casa fazer um som. É que havia conseguido emprestado um baixo Giannini e pediu para que eu o acompanhasse no baixo.

Aquela foi a primeira de várias sessões, eu estando no baixo procurando tirar os sons que meu tio Nenê fazia nos Incríveis.

Passou um tempo, o Geraldo Rosa e o Odair Cabeça de Poeta da banda Grupo Capote ficaram sabendo que eu tocava baixo, e como estavam precisando de um baixista fui convidado a ingressar na banda. Foi a deixa para abandonar a faculdade.


...continua c/ uma bela história de sua gaita pelo mundo, pelo jazz e idéias p/ o futuro...aguarde!

 

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Escrito por Gaitanet às 22h09
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Gaita Nacional: Um instrumento abrasileirado

por Jacques Tegani

Muito comum hoje, é notarmos a difusão da gaita de boca em todos as regiões de nosso país. Seja através da mídia televisiva ou de gerações que demonstram o encanto da gaita, continuamente crescemos na expansão de nosso produto, nos fazendo agarrar num fio de esperança quando o assunto é o reconhecimento que a gaita deve ter na história da música.

Sendo o violão e seus aparatos, os itens mais procurados nas lojas musicais de todo o Brasil, temos muitos "concorrentes" a seguir nesta lista.

Os teclados e pianos, têm um publico forte por estas bandas da América e também já tem seu lugar ao sol (só o piano tem quase três séculos de existência).

A parte de percussão...nem se fala. Num país do samba e ritmos ardentes, senão tivesse espaço para a percussão, batidas e afins, estaríamos no fim do mundo.

Áudio e tecnologia...quem vivem sem as facilidades do som? ninguém. Mas chegando direto ao ponto, ainda estamos na 5ª posição (pensando bem positivo hein galera) do tipo  de produto musical mais procurado.

 

Mas como o mercado cresce e muda loucamente, a gaita vem atravessando fronteiras antes intransponíveis nem sequer pelo super-homem.

Hoje em dia, com turnês e mais turnês de músicos orgulhosamente brasileiros, ela está presente em escolas e mais escolas de música e também na mídia com solos "gaitisticos" deliciosos de se ouvir. 

Existem projetos que já estão em pauta no governo para implementar a música nas escolas públicas, bem como era o idioma Francês há umas 4 décadas atrás.

 

Sabemos que este processo no Brasil, é lento e demorado (para variar um pouco né), mas ajudaria a música em todos seus aspectos. Logicamente a gaita não seria o instrumento escolhido no ensino, mas haveria um portão aberto para a entrada de vez no cenário tupiniquim.

Imaginem só: Crianças e mais crianças tendo aulas de música. Conseqüentemente, o instrumento musical num todo seria mais visado e com uma pitada de marketing e bom gosto, a gaita cresceria absurdamente nas vendas e mudaria o rumo de muitas empresas envolvidas no setor (fabricantes de plásticos, liga de metais, embalagens e tal e coisa).

 

Mas voltando para uma realidade nua e crua, podemos nos orgulhar, não somente por saber que a gaita é o único instrumento de sopro que executa duas ou mais notas ao mesmo tempo, mas também porque carregamos nossa paixão no bolso de uma calça jeans, enquanto os outros...

 

Leia suas outras colunas:

EVENTO OU FESTIVAL DE GAITAS: COMO E QUANDO FAZER ?
I BLUESMENAU - FESTIVAL DE HARMÔNICAS DE BLUMENAU
GAITA CROMÁTICA -A VERSATILIDADE DE UM SOPRO
GAITA DIATÔNICA - UM INSTRUMENTO MUSICAL
SUCESSO NA COMPRA - COMO ADQUIRIR UMA GAITA ?
SUCESSO - PALAVRA CERTA NAS NOTAS DE UMA GAITA
NA MIRA DA GAITA: SEU VERDADEIRO POTENCIAL DE VENDA

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Escrito por Gaitanet às 12h38
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Sobre os overbends e o blues - Parte III

->leia a primeira parte da matéria
->leia a segunda parte da matéria

por Fernando Xavier 

Construção do acorde x7

 

O acorde mais presente no blues maior, é o acorde maior com sétima menor (x7). De modo geral, as progressões blues maiores são constituídas por três acordes de mesmo tipo (maior com sétima menor). Ex.: G7, sol maior com sétima menor, ou mais comummente chamado, sol com sétima.

Este acorde é formado pelos seguintes intervalos: 1 (fundamental), 3M (terça maior), 5j (quinta justa) e 7m (sétima menor). Então, para se conhecer o arpejo (as notas que constituem o acorde) de G7, é preciso tomar sol como fundamental (1=sol), sua terça maior (3M=si), quinta justa (5j=) e sétima menor (7m=).

 

Abaixo o arpejo dos três acordes que aparecem no blues em G:

 

G7 = sol (1) – si (3M) – (5j) – (7m)

 

C7 = do (1) – mi (3M) – sol (5j) – sib (7m) 

 

D7 = (1) – fá# (3M) – (5j) – do (7m)

 

 

Progressão blues

 

Progressão, diz respeito ao encadeamento dos acordes ao longo de uma música. A progressão blues maior mais recorrente no repertório gaitístico tradicional ocorre ao longo de 12 compassos onde aparecem três acordes de mesmo tipo (x7). Este encadeamento de acordes é atípico fora do ambiente blues, o que acaba por sugerir diferentes interpretações sobre a função e origem dos graus que o compõem. Para facilitar a exposição tratarei a progressão como I7, IV7 e V7, no entanto, como a orientação será vertical, entenderemos cada um dos três acordes como V7 de diferentes tonalidades.

Portanto, blues em G (sol maior) = G7 (sol com sétima), C7 (do com sétima) e D7 (com sétima).

 

Progressão blues de 12 compassos:

I7    / I7   / I7  /  I7

IV7 / IV7 /  I7 /  I7

V7 / IV7 /  I7 /  I7 //

 

Progressão blues de 12 compassos em G (sol maior):

G7 / G7 / G7 / G7

C7 / C7 / G7 / G7

D7 / C7 / G7 / D7 //

 

Origem dos acordes presentes na progressão blues em G:

G7: V7 de C

C7: V7 de F

D7: V7 de G

Improvisação

 De forma geral, o gaitista habituado a improvisação blues, pensa em um centro tonal para toda a progressão ao fazer uso de uma ou mais escalas nesta tonalidade. Exemplos de escalas para improvisação blues em G: G mixolídeo, pentatônica maior em G e pentatônica blues em G. Prestaremos atenção a última, pois ela concentra os três intervalos mais importantes a sonoridade blues.  

 

As notas que dão a intenção blues, conhecidas como blue notes, são: sib, do# e, ou seja: 3m (terça menor), 4aum (quarta aumentada) e 7m (sétima menor). Se a referência for vertical e forem incorporados ao fraseado estes mesmos intervalos sobre seus respectivos acordes, teremos novas possibilidades de articulações de notas, sem perder de vista a sonoridade blues.

 

Blue notes e seus respectivos acordes:

G7: sib (3m), do# (4aum) e (7m)

C7: mib (3m), fá# (4aum) e sib (7m)

D7: (3m), sol# (4aum) e do (7m)

Assim o improviso poderá estar apoiado pela escala pentatônica blues em G, C e D. Pensar nestas três tonalidades durante uma progressão I7, IV7 e V7 é algo bastante usual no repertório da diatônica blues, principalmente no V7, onde é possível tocar 5j () e 4aum (sol#) no orifício 6 aspirado. Este mesmo resultado pode ser alcançado com o uso dos overbends nos outros acordes em toda a extensão do instrumento.

 

 

- Na pentatônica blues em G: o sib poderá ser feito no overblow do orifício 6; do# no overdraw 7 e 10.

- Na pentatônica blues em C: mib no overblow 1 e 4; fá# no overblow 5; sib no overblow 6.

- No quinto grau D: sol# no overdraw do orifício 9.  

É importante frisar que a sonoridade blues não está só no intervalo que se usa, mas também na rítmica, na construção do fraseado, ou seja, na linguagem.

 

Fernando Xavier

 

Revisado por Gustavo Scaranelo

gustavoscaranelo@gmail.com

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Escrito por Gaitanet às 19h16
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Bends na Summer NAMM e Minas Harp VI

Saiu no Bends Acontece(leia mais) de julho e vale a pena ser reproduzido aqui:

 

Bends na Summer NAMM 2008

 

Com menos de dois anos de atuação no mercado de gaitas, a Bends Harmônicas participou pela primeira vez de uma feira internacional de música, a Summer Namm 2008, na cidade de Nashville, no estado do Tennessee. A repercussão foi tão positiva, que a Bends estará presente na próxima edição da Namm, em janeiro de 2009.

Durante o evento, estiveram presentes Melk Rocha e Renata Rigout, proprietários da Bends Harmônicas e o endorser Ivan Marcio. “A Namm é uma feira de negócios e os americanos sem dúvida pensam no Time is Money. “O endorser não é visto apenas como um músico vinculado à marca, mas, sim, é o cartão de visitas da empresa”. Seu papel é justamente conquistar um futuro cliente, tocando uma simples música na gaita, ou fornecendo informações técnicas sobre o produto”, avalia Ivan.


De acordo com Melk, a participação da Bends na Summer Namm foi extremamente positiva. “Os americanos adoraram a questão do surgimento de uma nova fábrica de gaita no mundo. Acreditam que o fato da Bends ser 100% brasileira e ser gerida por uma equipe jovem, pode ser um diferencial em relação às fábricas existentes”, revela. “Outro ponto importante que detectamos na Namm, é a aceitação de novos produtos de altíssima qualidade, em contrapartida aos fabricados em países como a China”.


Ivan complementa: “ficaram impressionados com a qualidade dos instrumentos e o processo de fabricação. Outro ponto importante foi a dedicação e simpatia de nossa equipe, no atendimento a todos que visitaram nosso estande. Estamos chegando para fazer a diferença no mercado de harmônicas”.


A divulgação da marca e o grande vínculo com lojistas, distribuidores, vendedores e visitantes, conferiram à Bends o grande sucesso nesta primeira participação em feiras internacionais relacionadas à Música.

 

Minas Harp VI

 

Nos dias 20 e 21 de junho aconteceu em Belo Horizonte o VI Minas Harp. Desta vez o convidado especial foi o endorser da Bends, Vasco Faé.


O músico paulista se apresentou na sexta-feira (20) no Vinnil Cultura Bar, ao lado dos irmãos Gustavo Andrade e Luiz Andrade, ambos da banda Hot Spot que acabou de lançar seu cd “Felling Alright” pelo selo Blues Time Records. Vasco orquestrou uma grande Jam que contou com as participações dos gaitistas mineiros Lucas Morato, Mariana Borssatto, Daniel (Free Hand Blues Band) e Leandro Ferrari.


Uma das convidadas da noite foi a cantora americana Rodica, que incendiou o público com sua voz potente e uma bela parceria com Vasco Faé. O gaitista aproveitou sua passagem por BH e participou de uma faixa do próximo CD da cantora, que está sendo produzido pelo guitarrista Rogério Delayon e que faz uma fusão de Afro Beats, Blues e Jazz.


No sábado, Vasco ministrou uma oficina de afinação e manutenção no Estúdio Toca, onde foram abordados temas como limpeza do instrumento, afinação, troca de palhetas, regulagem de palhetas (offset) e algumas dicas importantes que o músico aprendeu com o mestre Ulysses Cazallas. Durante a noite, o gaitista se apresentou na Utópica Marcenaria. Com a casa lotada, ele dividiu o palco novamente com a Hot Spot Blues Band e, desta vez, subiram ao palco Samir Chamas (Bendito Blues), Andréa Furtini (Alarido), Lucas Morato, Leandro Ferrari e novamente a cantora Rodica. Vasco ainda guardou para esse show um set onde se apresentou no formato solo, tocando temas como Take Five e clássicos do blues que levaram o público ao delírio.


O Minas Harp VI foi patrocinado pela Bends Harmônicas, organizado pelo gaitista mineiro Leandro Ferrari e contou com o apoio da Pro Music Escola de Música e Estúdio Toca.

 

*Foto de Roberto Caiafa.
**Reprodução autorizada do site da
Bends Harmônicas.

>>>Gaitablog comemora 2 anos de vida c/ duas harmônicas de presente: PARTICIPE



Escrito por Gaitanet às 01h09
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O Poços de Caldas Jazz & Blues

por Fabio Costa 

Para os amantes da gaita o Poços de Caldas Jazz & Blues já começou com o pé direito, mesmo que não seja um festival de gaita, o nosso instrumento preferido esteve presente em três noites seguidas, na segunda noite, Jefferson Gonçalves abriu a seqüência, fazendo sua mistura de blues com o baião, com muito carisma e profissionalismo, Jefferson levou o público ao delírio e foi aplaudido de pé.

 

Na terceira noite foi a vez de Luciano Boca com seu blues estilo Chicago, apesar da curta apresentação, o anfitrião do festival também foi aplaudido de pé, e depois ainda deu canja no show de Eddie Campbell que o chamou carinhosamente de James Cotton.

 

 

Na quarta e última noite Nicolas Smoljan foi a grande estrela da noite, com muita técnica e feeling o bluesman argentino, provou mais uma vez, ser a maior revelação da gaita blues na América do sul.

 

 

E fechando o festival, Fabrício Casarejos fez reverencia a musica brasileira, sua técnica de overblows, garantiu os ritimos brasileiros com muita personalidade, o público ficou muito satisfeito, e já espera ansioso pela próxima edição...

 

... E para nossa alegria, a Hering Harmônicas (patrocinador oficial do festival), já confirmou quatro grandes atrações para a próxima edição... Aguardem!

A Promoção da camiseta do Poços de Caldas Jazz & Blues Festival vai até sexta-feira que vem dia 25/07(meia noite) e o vencedor será divulgado dia 26 julho, participe!



Escrito por Gaitanet às 04h29
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Homenagens ao mestre Ronald Silva - Parte I

Para começar nossa seleção de homenagens ao mestre Ronald Silva, um dos mais completos e mais queridos harmonicistas de nossa história, escolhi utilizar os comentário enviados ao Gaitablog na ocasião de seu falecimento. Quem quiser participar da homenagem basta entrar em contato.

Acredito que o mais bonito dessa primeira parte de homenagens é o carinho com que todos se referiram ao saber do acontecimento. Dizem que o Brasil é um país de memória curta, mas enquanto o Gaitablog e seus fãs existirem, tenho certeza que o mestre será lembrado pois isso é o mínimo que ele merece. Espero que gostem!

Otavio Castro - do RJ
"Todas as homenagens a esse mestre que digo ter tido a oportunidade de conhecer e admirar profundamente, por tudo que ele sempre fez e pela destreza em olhar seriamente para o nosso instrumento. Guardarei no coração cada prosa que pudemos ter. Nunca esquecerei dele tocando Arabesco. Enfim, vá bem Mestre! Saravá"

Jefferson Gonçalves - de Senegal
"Estou chocado com o que aconteceu, quando soube dos problemas que Ronald passava tentei varias vezes ligar para o Bene e nao tive sucesso. Por causa da minha viagem eu não pude tentar mais e hoje aqui no Senegal tive essa infeliz notíicia sobre a morte de mais um mestre. Estou muito triste, mas sei nosso mestre vai estar presente de alguma forma em nossas vidas. Amanhã é o dia do meu show aqui no Senegal e tenho certeza que de alguma forma Ronald vai participar desse show. Amanhã tocarei em homenagem ao mestre Ronald."

Rubiano Basquera - de Joinville/SC
"Gostaria de deixar aqui o meu mais profundo sentimento de perda. Ele encantava a todos no conservatório com a sua maestria e beleza quando tocava. Ele era realmente uma pessoa muito sensível, colocava a alma e o coração quando tocava. Tive a felicidade de ser seu aluno durante 1 ano e aprendi muito com seus ensinamentos. Sentirei muita saudade das noites de quarta feira, em que seu Ronald me ensinava como é linda a arte da harmônica bem tocada."

Marcos - de Mandaguaçu/PR
"É uma pena perder um excelente gaitista como o Ronald. Não tive o privilégio de poder conhece-lo, mas parece ter sido uma ótima pessoa. Seu nome e sua música ficaram escritos na historia da gaita brasileira, em um lugar de destaque."

Marco A. Requião da Silva - de Salvador/BA
"
Cheguei de viagem e fiquei sabendo agora do falecimento do mestre que não conheci pessoalmente mas que mantinhamos contato pois estava estudando pelo seu método. Fiquei chocado. Tenho o mesmo sentimento de perda de vocês, gaitistas profissionais, e uma grande frustração de não te-lo conhecido pessoalmente."

>>>Sorteio de 2 gaitas<<<
Aguardem em nosso próximo post começa a Promoção de Aniversário de 2 anos do Gaitablog em que sortearemos duas harmônicas que são lançamentos e ainda não existem nem para vendas!

A Promoção da camiseta do Poços de Caldas Jazz & Blues Festival vai até sexta-feira que vem dia 25/07(meia noite) e o vencedor será divulgado dia 26 julho, participe!



Escrito por Gaitanet às 17h17
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