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Seja bem vindo ao Gaitablog! Aqui você ficará por dentro de todas as novidades do mundo da gaita, além de encontrar matérias, entrevistas, vídeos, aulas, lançamentos e tablaturas. Aproveite e deixe seu comentário!


A gaita no Poços de Caldas Jazz & Blues Festival(Programação)

Entre os dias 03 e 06 de Julho acontece o Poços de Caldas Jazz & Blues Festival na histórica cidade do sul de Minas Gerais.Veja a seguir um depoimento do diretor artístico do festival, Luciano Boca.

 

"O festival nasce com o propósito de levar a Poços de Caldas a cultura musical do Jazz e do Blues, em um aspecto muito mais amplo do que já ocorre em outros eventos do gênero.

 

Poços de Caldas que é considerada como uma grande referência no turismo cultural brasileiro, possui um histórico cultural internacional desde a época do jogo, período em que era freqüente a realização de grandiosos shows internacionais e visitas de grandes celebridades como Dom Pedro II, Getúlio Vargas, Ruy Barbosa, JK e muitos outros.

 

Hoje com uma estrutura social e econômica muito mais ampla do que no passado, Poços de Caldas, é citada, como umas das melhores cidades do Brasil, em qualidade de vida, e o projeto deste festival foi elaborado para atender um público diversificado, como estudantes de música; professores; famílias em busca de lazer associado a cultura etc.

 

O Poços de Caldas Jazz & Blues terá em sua parte pedagógica um perfil totalmente popular, que é o nosso grande diferencial, podendo então atender todos os músicos de inúmeros gêneros musicais populares, se estabelecendo assim como um evento de personalidade própria, e altamente abrangente.

 

Com uma programação de shows durante os 4 dias de evento, atrações nacionais e internacionais, oficinas de diversos instrumentos com professores renomados, exposições e várias ações acontecendo durante dia e noite, em vários pontos da cidade, decorações especiais e muuuiiita surpresa, fará com que Poços de Caldas se torne palco de um evento revolucionário que tem como objetivo reunir, fomentar, fortificar e divulgar o manancial artístico, sobretudo musical, das Américas." 

 

Confira abaixo a Programação Festival com negrito especial para os 4 grandes gaitistas que se apresentarão no evento: Luciano Boca, Jefferson Gonçalves que também apresentará uma oficina, Fabrício Casarejos e o argentino de muita técnica e ritmo vibrante Nicolas Smoljan.

 

Aproveito também para deixar meus parabéns ao Boca que há muito tempo prepara o evento e está numa correria danada para que tudo esteja nos trinques. É mais um evento de primeira, tenho certeza que os gaitistas escalados chamarão a atenção do público que estiver lá e ainda não conhecer a gaita de perto. Aos que já conhecem e acompanham o Gaitablog desejo a  muita diversão.

 

Programação:

 

Dia 3 
Lô Borges & Banda Clube da Esquina

Fernando Vidal & Banda

 

Dia 4

Marcell Powell Trio

Big Joe Manfra & Banda Bourbon

Jefferson Gonçalves & Banda

 

*Oficina de Gaita às 16h c/ Jefferson Gonçalves

 

Dia 5
Eddie Campbell & Banda Blues Special (participação especial Luciano Boca na gaita)

Duo Sciotti – Derico & Sérgio Sciotti

 

Dia 6
Pablo Lapidusas

Fabrício Casarejos & Banda

Nicolas Smoljan & Banda Bourbon(direto da Argentina)

 

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Saiba mais sobre as atrações e os detalhes do evento, assim como informações sobre Poços de Caldas e as oficinas promovidas, acessando o site do festival: www.jazzbluespocosdecaldas.com.br



Categoria: Agenda
Escrito por Gaitanet às 19h33
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Sexta-feira 13 c/ Flávio Guimarães no Soulive em SP

Esse é um duo que promete não deixar ninguém parado, muito Jump Blues e Booggie Woogie são a tônica do show do Gaitista e Vocalista Flávio Guimarães e do Guitarrista Igor prado.

 

Com seis cds solos e mais de dez ao lado do Blues Etílicos, Flavio

possui a maior discografia lançada do Blues Brasileiro, tocando ao lado de nomes como, Paulo Moura, Taj Mahal, Buddy Guy, Magic Slim e Charlie Musselwhite, Flávio vem comprovando sua versatilidade na gaita, fato que gerou inúmeros convites para gravações com Alceu Valença,Cássia Eller, Ed Motta, Fernanda Abreu, Titãs, Luis Melodia, Renato Russo, Zeca Baleiro, Zélia Duncan, Rita Lee entre outro.

 

Os dois lançaram em 2006 o elogiado CD Flávio Guimarães e Prado Blues Band e prometem tocar algumas composições próprias do duo tais como Riding With Ray e Belo’s Shuffle, além de standars como Off the Wall e Juke de Little Walter.

 

É um show realmente imperdível, aproveitem!

 

Veja Também:
-Conheça um pouco sobre Thiago Cerveira, Mariano Massolo e Flávio Guimarães.
-Conheça o disco "Vivo" de Flávio Guimarães.



Categoria: Agenda
Escrito por Gaitanet às 21h30
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Imperdível em BH: Minas Harp VI (Leandro Ferrari & Vasco Faé)

Eis que mais uma vez o Leandro Ferrari, exímio gaitista de BH, prepara um evento que irá agitar Minas Gerais e promover a harmônica no estado. Como sempre trazendo um grande gaitista de fora de Minas, a atração vinda diretamente de Santo André é o multi-instrumentista e grande gaitista Vasco Faé. Além dele  o evento que já estáem sua sexta edição contará com muitos ótimos convidados especiais como Gustavo Andrade, Rodica Blues e muito mais. 

Atrações na gaita:  
                                Vasco Faé                                    Lenadro Ferrari

Dia 20/06/2008
Minas Harp VI com Vasco Faé & Participações Especiais
Às 21h
No VINNIL CULTURA BAR
Endereço: Rua dos Inconfidentes, 1.068 - Sobre Loja - Savassi - Belo Horizonte/MG

Informações: (31) 3261-7057

 

Dia 21/06/2008
Minas Harp VI com Vasco Faé & Participações Especiais
Às 21h
No  
UTÓPICA MARCENARIA
Endereço:
Av. Raja Gabaglia 4700 Sta Lúcia BH/MG
Informações:(31) 3296 2868

 

Realização: Leandro Ferrari



Categoria: Agenda
Escrito por Gaitanet às 23h12
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Ronald da Gaita - Um grande amigo

Dando seqüência as homenagens ao querido Ronald Silva, o Gaitablog publica o texto a seguir atendendo ao pedido do sr.Alberto Bertolazzi, presidente da Hering.

 

por Equipe Hering Harmônicas

 

É com uma tristeza muito grande, que nós anunciamos o falecimento de RONALD DA GAITA.  

Um ser inteligente e simples, que dedicou a vida em difundir não só a beleza cromática como também o fascínio de um grupo de harmônicas.

O ano de 1954 foi marcante para este instrumento em nosso país, pois ali começava a carreira de um dos maiores expoentes nacionais de nossa música “gaitística”.

 

Coordenou e aprimorou projetos como TROUPE DA GAITA e ORQUESTRA HARMONICAS DE CURITIBA e ajudou muito no equilíbrio e aprimoramento de nossas harmônicas, participando de forma ativa, para que hoje nossos produtos fossem reconhecidos em todo o mundo.

Um serene caráter, mesmo de franzino corpo, suas idéias o faziam andar como um gigante.

 

Certa vez, ele veio até mim, dando idéias de novas válvulas para nossas cromáticas, pois estava almoçando e viu na estrutura de um guardanapo um segredo e tanto. Ele, sem dúvida nenhuma, fará muito falta, não somente neste meio dos harmonicistas, sobretudo na família HERING ”  relembra Alberto Bertolazzi, amigo de RONALD e presidente da HERING.

 

Um ser que acima da música, carregava o desejo de divulgar o instrumento, não somente nas suas origens, funcionalidades, efeitos sonoros etc, mas pelo simples desejo, de observar desde a criança na mais tenra idade com a gaita nas mãos, como também no mais experiente dos idosos.

Suas viagens, destinos e shows, nos faziam perceber não somente um instrumentista dedicado, mas também um amante; apaixonado pelo que fazia.

 

As dicas, deduções, teorias, estudos constantes, idas e vindas de Blumenau, nos faziam aqui na fábrica, mais realizados e contentes, por saber que a evolução e o constante trabalho, nos faziam andar a passos largos no caminho do sucesso.

Poderíamos exprimir palavras de tristeza e choro, mas nós da família HERING, preferimos nos alegrar com ótimas lembranças e o mínimo que podíamos fazer: lançar uma gaita em sua homenagem.

 

Nossos sinceros agradecimentos ao RONALD DA GAITA, onde marcou história junto a nós e foi mais do que um músico...um grande amigo.

 



Categoria: Matérias
Escrito por Gaitanet às 18h51
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A harmônica perde o mito Ronald Silva

É com os olhos encharcados e o coração apertado que venho lhes comunicar o falecimento do mais que querido por todos os gaitistas do país, Ronald Silva. O falecimento ocorreu dia 05 de junho de 2008, às 17:20h, somente 12h antes de publicarmos esta notícia. Segundo Benevides Chiréia Jr. ele sofreu uma cirurgia pulmonar há algumas semanas atrás e dois dias após a alta ele já estava bem, fazendo arranjos e tocando novamente. Porém na madrugada seguinte ele sofreu uma parada cardiopulmonar e após rápido socorro ficou internado na UTI(Unidade de Terapia Intensiva) encontrando-se em estado crítico porém estável.

 

Já fazia um tempo que a comunidade de gaitistas e amantes da gaita do Brasil estava apreensiva e cada um com suas crenças e convicções fazia o possível para enviar mensagens positivas na esperança de que o que estaria por vir pudesse ser evitado. Infelizmente o quadro foi piorando, segundo Benevides foi necessário fazer hemodiálise para ajudar os rins, drenagem pulmonar e não sei exatamente como, mas as coisas foram encaminhando-se e ficando cada vez piores e finalmente, o sofrimento pelo qual ele passava teve término.

 


Ronald no Bluesmenau 07

 

Agora, apesar de toda a tristeza e inconformismo, ficará para sempre a história de um homem que dedicou-se inteiramente a divulgação da harmônica e com certeza foi um dos mais respeitados mestres do instrumento entre os próprios colegas de profissão. Ele não foi só um exímio músico, foi um dos mais completos harmonicistas da história e não só a gaita mas toda a música mundial perde muito com sua morte. Acima de tudo Ronal Silva foi um grande estudante do funcionamento do instrumento, dedicou-se às gaitas desde 1954 e desde 1958 foi músico profissional. Foi por diversos anos consultor da Hering Harmônicas, coordenou a Troupe da Gaita e o mais famoso grupo de harmonicistas da história do país, a Orquestra Harmônicas de Curitiba.

 

Ronald analisava a estrutura do instrumento, suas origens, potencialidades sonoras, efeitos, técnicas de manutenção, afinação e transposição, entre outros conceitos. Foi um pesquisador incansável de timbres, mexia e remexia em suas gaitas em busca de sonoridades particulares. Enquanto mestre ele dizia que o músico iniciante primeiro deve saber o que pode fazer com o instrumento para depois explorá-lo com mais intimidade.

 

Eu comecei com o título dizendo que a harmônica perdia o mito Ronald Silva. Fiz isso propositadamente só para poder terminar com o único sentimento que é maior do que a atual melancolia. Na realidade a harmônica ganha um mito e o mito cria corpo e nome: Ronald Silva.

Que sua luta não tenha sido em vão, que seu trabalho seja sempre reconhecido e a cada dia mais do que é hoje e que sua família e amigos, saibam sempre como todos nós gaitistas cultivamos amor e orgulho por você.

 

Muito obrigado e parabéns por tudo!

 

*Fotos na seqüência: Jornal Anexo, Hering e Canto da Gaita.



Categoria: Notícias
Escrito por Gaitanet às 06h37
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A carreira de John Mayall

por Marcel Arantes

Com uma carreira em andamento que se estende por 4 décadas e mais de 40 álbuns, John Mayall é reverenciado, em ambos os lados do atlântico como o “Pai do Blues Britânico”.  Eric Clapton, John McVie, Peter Green, Mick Fleetwood e Mick Taylor, passaram pela banda de John Mayall, The Bluesbrakers, antes de adquirirem fama em algum outro lugar.

Mayall, nasceu no dia 29 de Novembro de 33, em Macclesfield, numa aldeia, a leste de Cheshire, no Reino Unido. Seu pai era um guitarrista amador, e tinha uma extensa coleção de discos que expunha Mayall desde pequeno aos grandes mestres do jazz, como Charlie Christian, Louis Armstrong e Eddie Lang.

 

Aos 12 anos começou tocar guitarra e ukulele, aos 13 anos iniciou-se no piano. Suas influências no piano são Meade Lux Lewis, Albert Ammons e Pete Johnson. Outras influencias neste período foram Big Bill Broonzy and Muddy Waters, que intensificaram seu interesse pelo  blues. Aos 15 anos, demonstrando sua independência e excentricidade se mudou para uma casa na árvore, porque ele preferia morar num lugar só seu, a dividir a casa com a família. Mais tarde ele ganhou atenção nacional quando o The Manchester Evening News, o jornal local escreveu a história sobre sua casa na árvore, no período em que ele estudava, ele continuou a morar em casas na árvore até os 22 anos.

 

Em 45, entrou na Manchester Junior School of Art, onde ele refinou suas habilidades no piano até 49. Depois da escola de arte ele trabalhou um pouco como vitrinista antes de entrar para a marinha britânica, onde serviu por 3 anos na guerra da Coréia. Enquanto morava no Japão Mayall comprou sua primeira guitarra elétrica. Em 1954, por suas restrições nas forças armadas entrou no College of Art em Manchester, onde ele encontrou o músico e companheiro, o baterista Peter Ward. Os dois ficaram juntos por algum tempo e formaram o Powerhouse Four em 1956. Que consistia nos dois e quaisquer outros músicos que eles pudessem encontrar. O The Powerhouse Four tocava em bailes locais na área de Manchester. Mayall também achava tempo pra ensinar música em um clube local para a juventude em Wythenshawe, Manchester, onde ele encontrou o baterista Hughie Flint, que posteriormente desenvolveu um papel principal na Mayall's Bluesbreakers.

Após a graduação, Mayall arrumou emprego como tipógrafo. E depois como diretor de arte de uma companhia de arte gráfica. Ele continuou sua carreira artística, trabalhando para companhias de publicidade e tocava na noite.  Ward também trabalhou no campo da arte comercial, e continuou tocando na noite com Mayall por um ano. Em janeiro de1963 Mayall mudou para Londres.

 

Em Londres, Mayall conheceu novos músicos, ele estava tentando diferentes combinações para o grupo que ele chamou de Bluesbreakers, muitos músicos passaram pela banda, desde desconhecidos até o guitarrista Davy Graham um dos maiores guitarristas de folk britânicos.

Em 20 de abril de 1964, Mayall gravou pela primeira vez, 2 músicas foram gravadas, "Crawling Up a Hill" e "Mr. James." O album vendeu 500 copias e foi logo abandonado. Em junho de 1964, o Bluesbreakers, tocaram com John Lee Hooker numa turnê em clubes pelo Reino Unido. Embalados pelo sucesso o Bluesbreakers, gravaram seu próprio álbum ao vivo em Klook's Kleek em 7 de Dezembro de 64.

 

O album, John Mayall Plays John Mayall, com onze canções de Mayall. Foi lançado em 26 de março de 1965, o álbum vendeu pouco e não conseguiu atrair a critica. Em Abril de 1965. Eric Clapton se juntou ao Bluesbreakers. Em maio o Bluesbreakers voltou a gravar, mas o disco nem chegou a ser lançado, Mayall classificou a tentativa como um “fiasco”. Em agosto Clapton deixou o grupo e foi pra Grécia com alguns amigos e deixou Mayall em crise. Mas Mayall tinha uma agenda lotada e tinha que arrumar um guitarrista para substituir Clapton, nos próximos meses muitos guitarristas passaram pelo grupo.

A próxima gravação de Mayall foi no começo de 1966, somente ele e Clapton num single edição limitada e vendeu rapidamente as 500 cópias.

 

Com Clapton de volta e o Bluesbreakers atraindo grandes públicos para os clubes, em abril de 66 eles gravaram seu segundo álbum.Em junho de 66, Clapton deixou o Bluesbreakers definitivamente e Mayall convidou Green para voltar ao Bluesbreakers. Green estava magoado, pois havia sido demitido quando Clapton voltou da Grécia, mas duas semanas depois ele aceitou o convite e se juntou a banda em julho. Em outubro o Bluesbreakers voltou ao estúdio para gravar um single, eles também gravaram material para um novo álbum, que foi lançado em fevereiro de 67 e chegou ao 10° lugar entre os mais vendidos no Reino Unido.

Em fevereiro de 67 o Bluesbreakers, gravaram mais um single, desta vez sem Mayall.

Em julho o Bluesbreakers gravaram mais um álbum c/ Mayall, o álbum não foi nenhum sucesso, inclusive os Stones criticaram: “ – vc pode achar bandas de blues melhores às dúzias...”. Em setembro Bluesbreakers gravaram mais um single que foi um sucesso. Durante a turnê de 1967 Mayall foi fazendo várias gravações da banda, incluindo as conversas da banda...e em fevereiro de 1968 ele lançou dois novos álbuns Diary of a Band, Volumes 1 e 2.

 

Em janeiro de 1968, Mayall e o Bluesbreakers fizeram a primeira turnê pelos EUA. Em junho o Bluesbreakers, lançaçou Bare Wires co-produzido por Mayall, e Mike Vernon. Foi o disco de maior sucesso de Mayall até o momento, chegando ao 3º mais vendido no Reino Unido e o 59º nos EUA.

Após o lançamento a banda fez uma turnê extensiva, até o dia 14 de julho de 1968, quando Mayall oficialmente dissolveu a banda, para trabalhar mais sua capacidade solo com uma pequena banda de apoio. Mayall justificou a redução da banda, “para tocar em clubes tinha muita gente e ficava difícil”. Em agosto de 1968 com a banda menor Mayall gravou Blues from Laurel Canyon, um álbum temático, com suas impressões de Los Angeles.

Em setembro Mayall e sua nova banda, voltaram aos EUA para uma turnê bem sucedida de 10 semanas.

Em janeiro de 1969, Mayall estava gripado e com estafa. Muitas datas tiveram que ser remarcadas e Mayall encerrou a turnê em Brighton Dome em 14 de Fevereiro. Então Mayall novamente dissolveu a banda e disse que queria aderir a uma nova política musical, -"blues without bashing."(blues sem bater) formou uma nova banda, que saiu em turnê pelos EUA em julho.

Sua aparição em 12 de julho no Fillmore East foi então gravada, para aquele que seria seu novo álbum, The Turning Point. O New York Times criticou a performance, e declarou que Mayall liderava "um quarteto de habilidades raras" e que Mayall era "um cantor apelativo que podia gritar o blues sem sentimento, mas quando ele pegava sua gaita, a tocava com um charme empolgante"

Em agosto de 1969 a Decca, a primeira gravadora de Mayall lançou um LP com todos os singles que Mayall havia gravado entre 64 e 67, com o nome Looking Back, nenhuma das musicas havia aparecido antes num LP.

 

Em outubro de 69 sua nova gravadora a Polydor lançou seu novo álbum, The Turning Point. O álbum chegou a 11º mais vendido no Reino Unido e 32º nos EUA, a melhor colocação nos EUA. O que lhe rendeu um disco de ouro. Depois o álbum foi tema de um filme com o mesmo nome.

No final de outubro Mayall retornou ao Reino Unido onde passou novembro todo fazendo uma turnê em salões de concertos. No mesmo mês ele gravou um single "Don't Waste My Mind," que não  fez muito sucesso nos EUA, mas foi um sucesso absoluto no Reino Unido. Ele era aplaudido de pé na turnê pelo Reino Unido, antes de voltar para a Califórnia, onde fez sua casa.

 

Em meio a várias turnês Mayall achou tempo para lançar seu novo álbum, Empty Rooms no inicio de 1970. Em maio Mayall voltou em turnê pelo Reino Unido e uma pequena turnê européia em 2 de junho ele dissolveu novamente a banda.A esta altura, o senso de banda para Mayall se tornou muito mais fluido. Sua recente carreira de sucessos mostraram a ele que recrutar os músicos de projeto por projeto lhe permitia perseguir sua visão musical e manter a flexibilidade, rendendo ótimos resultados.

Então para o próximo trabalho Mayall juntou uma banda toda composta por americanos. Eles gravaram em julho o novo álbum USA Union, e a nova formação iniciou em 11 de agosto no festival de musica do Japão. O álbum recebeu criticas positivas. Em 11 de setembro a banda começou uma turnê americana em Chicago, que Mayall emendou em novembro com um novo projeto ambicioso de gravação. Back to the Roots  com os antigos músicos do Bluesbreakers. Foi um disco duplo, com um encarte com as letras das músicas e a biografia dos envolvidos. Lançado em junho de 1971. o próximo disco de Mayall foi em julho, Memories, que não fez muito sucesso.

No novo projeto de Mayall com uma banda nova, ele saiu numa nova turnê pelos EUA, onde gravou seu novo disco Jazz-Blues Fusion, quando terminou a turnê americana, Mayall levou a banda para uma turnê australiana. Este foi o ultimo álbum de venda expressiva de Mayall. Em julho de 1972 ele voltou a gravar o álbum Moving On que foi lançado em janeiro de 1973.  Mayall voltou ao estúdio em 1973 para gravar o novo disco Ten Years Are Gone, que marcou a volta de Sugarcane Harris para a banda. Seu novo lançamento foi em 1974 . The Latest Edition. Mudou de gravador de na Polydor lançou: New Year, New Band, New Company (1975), Banquet in Blues (1975), Notice to Appear (1976, produced by Allen Toussaint), Lots of People (1976), A Hardcore Package (1977), e Last of the British Blues (1978).

 

Em 79 foi para a pequena gravadora DJM Records, onde lançou Bottom Line, No More Interviews (1979) e Road Show Blues (1980). Em 82, reuniu, novamente o Bluesbreakers c/ Mick Taylor, McVie and Allen, e fez uma extensiva turnê mundial. Performances gravadas no verão foram editados como Return of the Bluesbreakers(o retorno do Bluesbreakers) na AIM Records em 1985. 

 

O próximo lançamento de Mayall foi Behind the Iron Curtain (1986), foi lançado pela GNP Crescendo. Quem lançou o próximo álbum ao vivo de Mayall The Power of the Blues, in 1987, foi a entente, gravadora alemã. Então Mayall assinou com a Island Records, onde ele lançou 2 álbuns, Chicago Line (1988) e A Sense of Place (1990).então mudou para a Silvertone, onde lançou 3 ábuns, Wake Up Call (1993), Spinning Coin (1996) e, particularmente o meu favorito, Blues for the Lost Days (1997).

 

Em  1999, lançou Rock the Blues Tonight, uma coletânea de gravações ao vivo com o Bluesbreakers em 1970 e 1971. 2 álbuns de gravações ao vivo do Turning Point c/ o Bluesbreakers foram lançados ainda em 99,  Live at the Marquee: 1969 e The Masters.No mesmo ano, lançou Padlock on the Blues. EM 2001ele lançou 2 CDs através do seu website oficial, UK Tour 2K e John Mayall-Boogie Woogie Man. O ultimo álbum de Mayall, Along for the Ride (2001), inclui alguns convidados como Mick Taylor, Mick Fleetwood, John McVie e Peter Green.



Categoria: Matérias
Escrito por Gaitanet às 17h32
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Little Walter no Hall of Fame

por Luciano Boca

 

Little Walter o grande mestre da harmônica blues de todos os tempos foi finalmente reconhecido pelo Hall of Fame(Hall da fama), inserido na categoria de “sideman” (musico que acompanha determinado artista).

 

  Bom, nós sabemos que como sideman ele deu um brilho ainda maior no trabalho dos grandes: Muddy Waters, Otis Rush, Jimmy Rogres, Bo Diddley e Memphis Minnie... Mas também sabemos que ele foi muito além de um bom sideman dos grandes nomes citados, ele foi um grande artista, grande compositor e que em sua genialidade pode e deve ser comparado na gaita como Charlie Parker (no saxofone) e Jimmy Hendrix (na Guitarra).

 

 

 Suas músicas “My Babe” e “Juke” chegaram ao topo do sucesso nas rádios americanas na década de 50, assim como várias de suas gravações como sideman de outros artistas. Infelizmente, Walter faleceu muito cedo e poucos são os registros de sua passagem pela terra, não existem muitas fotos ou vídeos, nem muitos dados sobre sua morte. O que consta é que o alcoolismo que era um grande problema na vida de Walter, e sua saúde já abalada se complicou por causa de danos causados por uma briga de rua na região sul de Chicago. Ele faleceu durante o seu sono na casa de uma namorada…

 

  Recentemente saiu um Livro sobre a vida de Walter, mas foi lançado somente nos E.U.A., se alguém se interessar em comprá-lo, o livro é de autoria de Glenn Weiser e pode ser facilmente encontrado em sites de vendas pela internet.

 

 …Para nós amantes da Gaita & do Blues Marion Walter Jacobs (Litlle Walter) foi e sempre será o maior de todos, nunca haverá outro como ele, o que nos resta, é celebrar a sua existência e passarmos o seu nome para as futuras gerações de gaitistas amantes do Blues… Viva Little Walter!

Veja também:

Conheça a história de Marion Walter Jacobs (Little Walter)
Mp3 e Discografia do Little Walter

Vídeos do Little Walter



Categoria: Matérias
Escrito por Gaitanet às 00h15
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